- Americanas registrou prejuízo líquido de R$ 329 milhões no 1º trimestre, menor que os R$ 496 milhões apurados no mesmo período de 2025.
- Receita líquida subiu 20,2%, para R$ 3,08 bilhões, e o EBITDA ajustado ficou em R$ 15 milhões (ante -R$ 26 milhões no 1º tri de 2024).
- Vendas nas lojas físicas cresceram 11% por metro quadrado no quadrimestre; vendas em mesmas lojas (SSS) tiveram alta de 22%.
- A empresa segue com desinvestimentos: vendeu 10 lojas do Hortifruti Natural da Terra por R$ 69,3 milhões; ainda não houve evolução na venda do ativo. Também analisa venda de imóveis.
- Sobre a recuperação judicial, a administração acredita numa saída nos próximos meses, com parecer do Ministério Público já recebido e decisão da juíza pendente.
A Americanas divulgou prejuízo líquido de 329 milhões de reais nos primeiros três meses deste ano, queda frente aos 496 milhões de reais do 1º tri de 2025. A receita líquida do período somou 3,08 bilhões de reais, aumento de 20,2% frente ao mesmo intervalo de 2024. O Ebitda ajustado ficou positivo em 15 milhões de reais, ante déficit de 26 milhões no 1º tri do ano passado.
A empresa informou que as vendas em mesmas lojas cresceram 22% no trimestre. Desempenho impulsionado por eventos sazonais, como Páscoa, com alta de 8,8%, além de campanhas de Volta às Aulas e Eletro da Semana. O presidente-executivo, Fernando Dias Soares, disse que o desempenho no digital ficou acima do esperado, e que remodelação das lojas físicas ajudou o crescimento.
A Americanas iniciou o trimestre com cerca de 1.448 lojas e aproximadamente 40 milhões de clientes ativos. A média mensal de visitas em lojas físicas, site e aplicativo ficou em torno de 92 milhões.
Desinvestimentos
A empresa continua o processo de venda da rede de hortifrutis Natural da Terra, sem evolução recente. Executivos afirmam buscar o melhor cenário para a venda, priorizando maximização do valor do ativo.
Foi anunciada a assinatura de venda de 10 lojas deficitárias da Hortifruti Natural da Terra para o Oba Hortifruti, por 69,3 milhões de reais. A companhia também sinaliza venda de ativos imobiliários, incluindo propriedades de lojas e prédios inteiros, com expectativa de venda ainda neste ano.
Em fevereiro, a Americanas informou que recebeu aprovação de credores para vender imóveis com valor total estimado entre 346 milhões e 468 milhões de reais, ativos não incluídos no plano de recuperação judicial como desinvestimento.
Recuperação judicial
A empresa aguarda a saída do processo de recuperação judicial nos próximos meses. O pedido foi feito no fim de março, e o trâmite envolve parecer do Ministério Público já obtido. A saída efetiva, segundo fontes internas, tende a ocorrer no terceiro trimestre deste ano.
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