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Emissoras devem reagir à ameaça do jornalismo de criadores, diz ex-chefe da BBC

Ex-chefe da BBC News alerta que jornalismo de criadores ameaça a TV tradicional, com público migrando para plataformas como YouTube e TikTok

Deborah Turness resigned from the BBC last year.
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  • Deborah Turness, ex-chefe da BBC News, alerta para ameaça existencial do “creator journalism” aos noticiários tradicionais, com audiência de TV caindo.
  • Segundo ela, quase quatro milhões de pessoas deixaram de buscar notícias na TV nos últimos cinco anos, enquanto o YouTube cresce e o TikTok registra crescimento expressivo.
  • Turness participou da palestra memorial Sir David Nicholas, em Londres, para discutir o jornalismo “one-to-one” nas plataformas digitais.
  • Ela cita exemplos de criadores com grandes audiências, como Joe Rogan (aprox. 20,9 milhões), Tucker Carlson (aprox. 5,6 milhões), Megyn Kelly (aprox. 4,2 milhões) e Mehdi Hasan (aprox. 1,95 milhão).
  • A ex-gestora afirma que o jornalismo criado por figuras independentes não é um complemento, mas a tendência dominante, e que as organizações tradicionais precisam libertar talentos e se adaptar rapidamente.

Deborah Turness, ex-chefe da BBC News, afirmou que os radiodifusores precisam reagir com urgência a uma ameaça existencial trazida pelo chamado “jornalismo de criadores”, que faz o público abandonar as news tradicionais. Em discurso na cidade de Londres, ela apontou uma mudança de hábito impulsionada por plataformas digitais.

A líder aposentada da BBC disse que o consumo de notícias pela televisão tradicional está em queda e vive um momento de grande disrupção. Segundo ela, a prática de buscar jornalismo conduzido por personalidades em canais como YouTube, TikTok e Substack já substitui boa parte da leitura de notícias na TV.

Turness fez a primeira intervenção pública desde sua saída da BBC, no ano passado, após o episódio envolvendo a edição de um discurso de Donald Trump. Em sua avaliação, as emissoras precisam agir diante da natureza existencial da revolução em curso.

Dados e exemplos

Ela citou uma forte queda de audiência de TV ao longo dos últimos cinco anos e um aumento significativo na audiência que busca notícias em plataformas digitais. A ex-diretora citou números que apontam queda de quase 4 milhões de telespectadores e um crescimento de audiência no YouTube, com TikTok em ascensão.

A palestrante, que participou da Sir David Nicholas Memorial Lecture em Londres, afirmou que o jornalismo “um-a-um” presente em plataformas digitais desafia o estilo polido e contido da imprensa tradicional. Ela atribuiu parte da mudança à confiança em figuras individuais.

Estratégias e impactos

Turness destacou que criadores com grandes audiências, como Joe Rogan e Tucker Carlson, exemplificam a tendência de relacionamento direto entre jornalistas e público. Ela indicou que o jornalismo tradicional não confrontou plenamente a real transformação, que vai além da migração de plataformas.

A ex-empregada da BBC também mencionou que a mudança é mais forte nos Estados Unidos, mas impactos globais já são perceptíveis. No Reino Unido, a Sky News tem promovido seus jornalistas mais proeminentes com podcasts e imagens exclusivas, como resposta à nova relação com o público.

Perspectivas para o setor

Ela afirmou que o setor precisa libertar mais o talento dos profissionais para manter relevância. Turness reforçou que, apesar da inovação, grandes organizações continuam estruturadas em torno de formatos de transmissão e decisão centralizada, exigindo ajustes para prosperar.

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