- Ofcom abriu investigação sobre a segunda exibição da entrevista de Donald Trump pela GB News, questionando se houve imparcialidade e informação enganosa.
- A regulação já havia decidido, anteriormente, não investigar a transmissão original da entrevista no programa Late Show Live.
- A investigação foca no episódio do The Weekend, exibido no dia seguinte à primeira transmissão, que repetiu a entrevista na íntegra.
- Trump declarou que a mudança climática causada pelo homem é uma farsa, que Londres tem áreas sem policiamento e que há sharia em partes da capital, conteúdos que geraram reclamações.
- A GB News disse estar surpresa com a decisão de Ofcom e manteve que segue padrões jornalísticos; o caso ocorre em meio a mudanças na liderança da Ofcom.
A Ofcom anunciou que vai abrir uma investigação para verificar se a GB News violou regras de imparcialidade ao reexibir, na íntegra, uma entrevista com o presidente dos EUA, Donald Trump, no programa The Weekend. A entrevista foi conduzida pela apresentadora Bev Turner e exibida originalmente em novembro.
A regulator busca apurar se houve distorção, desinformação ou tratamento desigual em relação a temas como mudanças climáticas, Islamismo e imigração, após dezenas de queixas de telespectadores. Em agosto, Ofcom já havia decidido não investigar a primeira transmissão.
Contexto e desdobramentos
Segundo a Ofcom, a análise considera não apenas a entrevista em si, mas o contexto ao redor, incluindo debates e referências feitas ao conteúdo. A segunda exibição ocorreu no dia seguinte à primeira, quando o público do dia teve maior alcance na televisão britânica.
A GB News afirmou estar surpresa e preocupada com a decisão de atraso de Ofcom e questionou a consistência do processo regulatório, destacando que a primeira transmissão não foi alvo de investigações. A rede reiterou que mantém seus padrões jornalísticos.
Reações e cenário institucional
O anúncio ocorre em meio à saída do ex-presidente da Ofcom, Michael Grade, e à atuação prevista do novo presidente, Ian Cheshire. integrantes de grupos de defesa de políticas de mídia destacaram que a decisão alimenta o debate sobre a imparcialidade de veículos de direita no Reino Unido. A reportagem da The Guardian confirmou o histórico da transmissão.
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