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Copa do Mundo reduz volume de negociações nas bolsas

Mercados reduzem o volume de negociação durante partidas da Copa; América Latina é a região mais sensível, com derrotas pesando mais no humor dos investidores

Os dados analisados, entre 1998 e 2022, revelam que o volume de negociação cai, principalmente nas regiões onde o futebol é muito popular.
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  • A Copa do Mundo reduz o volume de negociação no mercado de ações, principalmente quando as seleções nacionais entram em campo.
  • As quartas de final registraram a maior queda: volume negociado caiu em média 26% em relação à média dos 30 dias anteriores.
  • Mercados com tradição futebolística sofreram quedas maiores (16,5%) do que mercados menos ligados ao esporte (11,6%).
  • A América Latina foi a região mais sensível aos efeitos do torneio, com queda média de 26% nos dias de jogo.
  • Derrotas pesam mais do que vitórias: retorno médio após vitória foi próximo de zero, mas após derrota houve recuo maior, com -0,27% no agregado global e -0,28% na América Latina.

O estudo da Bloomberg Intelligence analisa o impacto da Copa do Mundo no volume de negociações do mercado de ações entre 1998 e 2022. A conclusão principal é que as bolsas costumam operar perto da linha de base durante as partidas, com quedas mais acentuadas em derrotas do que ganhos com vitórias.

A pesquisa aponta que a atividade diária tende a recuar quando as seleções entram em campo, especialmente em regiões onde o futebol é tema central. Em geral, o mercado não reage de forma sustentável aos resultados, mantendo-se sensível a condições macroeconômicas.

O que mudou com as fases do torneio

As quartas de final aparecem como o ponto de maior redução de volume, em média 26% abaixo da média dos 30 dias anteriores. Em 2014, por exemplo, Brasil x Colômbia registrou forte recuo no volume negociado.

Mercados com forte tradição futebolística mostram quedas maiores, 16,5% ante 11,6% em outras regiões. No entanto, já antes da competição, países anfitriões apresentaram retornos médios de 17,8% nos 12 meses anteriores, efeito que se esmaeceu após o evento.

Vitórias vs derrotas

Derrotas tendem a impactar o humor do investidor de forma mais expressiva do que vitórias. Em mercados muito vinculados ao futebol, retornos são próximos de zero após vitórias, mas recuos aparecem após derrotas.

Na América Latina, o efeito é mais evidente: vitórias geram retorno médio de 0,06%, derrotas caem 0,28%. Estudos indicam que a derrota costuma pesar mais no dia seguinte, corroborando pesquisas acadêmicas sobre partidas internacionais.

América Latina, região mais sensível

A região aparece como a mais sensível aos movimentos da Copa, com maior queda de volume nos dias de jogo. Mesmo com recuos, a análise ressalta que fatores econômicos amplos costumam ter peso maior no desempenho do mercado do que o torneio em si.

Antes do campeonato, alguns mercados anfitriões tiveram desempenho positivo, mas o impulso se diluiu ao longo do torneio, reforçando a ideia de que o ambiente macroeconômico predomina na formação de preços.

Observações finais

O relatório enfatiza que muitos movimentos observados coincidiram com outros acontecimentos econômicos. Ainda assim, aponta que a tendência de menor volume de negociação durante jogos permanece consistente e relevante para entender o comportamento dos investidores.

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