- Rogério Xavier afirma não houve golpe e explica a reorganização que reduz seu papel na gestão de multimercados da SPX Capital, com a reestruturação ainda envolvendo a desmobilização do escritório de Londres.
- Bruno Pandolfi assume a área que concentra a maior parte dos ativos, enquanto Xavier passa a ter atuação com uma fatia menor da gestão.
- Os ativos sob gestão da SPX encolheram de mais de R$ 80 bilhões para cerca de R$ 49 bilhões nos últimos anos, à medida que o desempenho fraco afasta investidores.
- O fundo carro-chefe, o Nimitz, registrou queda de 5,5% em um único mês, em março; nos cinco primeiros meses de 2026, o Nimitz rendeu 0,8% e o desempenho geral ficou abaixo do CDI; em 2023 houve perda de 1,5%.
- Xavier passa a ter base em Cascais, perto de Lisboa, com a SPX reduzindo presença internacional; Daniel Schneider ficará em Abu Dhabi, enquanto outros sócios deixaram a empresa.
Rogério Xavier, presidente e principal acionista da SPX Capital, explica a reorganização da gestora, que reduzirá seu papel na gestão de multimercados e encerrará parte da presença internacional. O objetivo é recuperar o desempenho e a confiança dos investidores. Não houve golpe ou enfrentamento físico, afirma.
A decisão ocorreu em reunião do conselho no início de maio. Bruno Pandolfi, sócio desde a fundação, assumiu a área que concentra a maior parte dos ativos sob gestão. Xavier passa a gerenciar uma fatia menor dos recursos da casa, que vive período de reservas.
A SPX acumula queda de desempenho há anos. O patrimônio sob gestão despencou de mais de R$ 80 bilhões para cerca de R$ 49 bilhões, em decorrência de saídas de clientes e resultados abaixo do esperado. O cenário piorou em março, com volatilidade global.
A deterioração também atingiu o fundo carro-chefe, o Nimitz, que registrou 5,5% de perda em um único mês, marcando a pior sequência negativa da história do produto. A crise reflete a maior dificuldade dos multimercados brasileiros diante de juros altos.
Reestruturação e novos formatos
A reorganização visa concentrar decisões em um único gestor de multimercados, segundo Xavier. Ele acredita que a estratégia não está “errada”, mas admite falhas no timing e no equilíbrio entre posições de curto prazo e risco-retorno.
Como parte do ajuste, outros sócios também deixaram a companhia. Schneider planeja ficar em Abu Dhabi para atender clientes do Oriente Médio, enquanto a SPX reduzirá operações em Londres e fechará parte da atuação internacional. Casos locais ganham ênfase.
A nova base permanente ficará em Cascais, nos arredores de Lisboa, com a manutenção de mínima presença em Londres por enquanto. Pandolfi retorna ao Rio para consolidar a reestruturação, enquanto a empresa enfatiza compromisso com investidores globais.
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