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Exportações do Brasil de milho, soja e farelo ao Irã pouco afetadas pela guerra

Exportações de milho, soja e farelo ao Irã caíram 3% de janeiro a maio, mas mantêm ritmo diante de custos logísticos elevados

Colheitadeira de milho no campo
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  • De janeiro a maio, as exportações brasileiras de milho, soja e farelo para o Irã somaram 3,08 milhões de toneladas, queda de cerca de 3% frente ao mesmo período do ano anterior.
  • Aproximadamente 1,8 milhão de toneladas foram embarcadas após o início do conflito, em 28 de fevereiro, entre Irã, EUA e Israel.
  • Houve queda de quase 900 mil toneladas nas remessas de milho, compensated por maiores volumes de farelo de soja até maio.
  • A programação de navios até 5 de junho aponta: duas embarcações para farelo de soja, uma para soja e uma para milho, mantendo o cenário estável em relação ao ano anterior.
  • A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais mantém a projeção de 44 milhões de toneladas de milho exportadas pelo Brasil em 2026; o Irã foi o terceiro destino do cereal de janeiro a maio, com 18% de participação.

O Brasil exportou soja, milho e farelo de soja ao Irã de janeiro a maio em volume 3,08 milhões de toneladas, queda de cerca de 3% frente ao mesmo período do ano anterior. O recuo ocorre em função das dificuldades logísticas geradas pela war entre Irã, EUA e Israel, que elevam custos operacionais sem interromper totalmente os embarques.

A maior parcela do volume foi enviada após o início do conflito, em 28 de fevereiro, totalizando aproximadamente 1,8 milhão de toneladas. Houve baixa de milho em torno de 900 mil toneladas, compensada parcialmente por aumentos no envio de farelo de soja até maio.

Mercado e perspectivas de envio

De acordo com a Alphamar, duas embarcações devem carregar farelo de soja no Brasil até 5 de junho, mantendo-se estável frente ao ano anterior. Um navio deve seguir com soja, ante dois em 2025, e um para milho permanece comparável ao ano passado. O mercado de milho mostra desaceleração, mas os navios continuam a passar pelo Estreito de Ormuz, segundo a agência.

A associação Anec reforça que os embarques de milho para o Irã costumam ganhar ritmo no segundo semestre. Apesar da queda de milho entre janeiro e maio, o volume foi compensado por mais cargas de farelo de soja, mantendo o agregado estável no curto prazo. A entidade mantém a projeção de 44 milhões de toneladas de milho exportadas pelo Brasil em 2026, mesmo com o atual cenário de tensões regionais.

Infraestrutura e custos logísticos

A ANEC aponta que os desembarques continuam ocorrendo nos portos de Imam Khomeini, Bandar Abbas e Chabahar. Imam Khomeini e Bandar Abbas seguem entre os principais pontos de entrada, com o acesso marítimo dependente da navegação pelo Estreito de Ormuz; Chabahar é destacado como alternativa logística por ficar fora do estreito, com acesso direto ao Golfo de Omã.

Analistas ressaltam que, apesar da continuidade dos carregamentos, o custo das operações com o Irã está elevado. O prêmio aplicado às cargas de milho para o Irã varia entre 50 e 70 centavos de dólar por bushel, impactando o preço final para o importador iraniano. Esse cenário pode influenciar a necessidade de acordos financeiros adaptados para manter volumes de exportação em 2026, inclusive diante da recuperação sazonal esperada no segundo semestre.

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