- Bayer pretende acelerar o plano de produzir matéria-prima para biocombustíveis nos Estados Unidos, com destaque para a camelina.
- A mobilização ocorre em meio à alta dos preços de combustíveis fósseis provocada pela guerra no Irã, que reaviva o interesse por biocombustíveis.
- A empresa firmou aliança com a BP para comercializar camelina destinada à produção de biodiesel, diesel renovável e combustíveis para aviação.
- A meta de área plantada em camelina, inicialmente até meados da década de 2030, foi antecipada devido ao renovado interesse no tema.
- A Bayer assume ainda a perspectiva de fechar acordo com uma processadora da camelina norte-americana, garantindo comprador para a safra.
A Bayer anunciou que pretende acelerar o plano de produção de matérias-primas para biocombustíveis na América do Norte, com destaque para a camelina. A declaração foi feita à Reuters à margem de uma conferência em Londres. A notícia acompanha a parceria com a BP para comercializar a camelina.
O aumento recente nos preços dos combustíveis fósseis, impulsionado pela guerra no Irã, elevou o interesse por biocombustíveis. Esses combustíveis, misturados à gasolina ou ao diesel, podem reduzir custos de energia quando os preços de fósseis sobem. A camelina surge como opção de cultivo intermediário.
A Bayer já havia anunciado, no mês passado, uma aliança com a BP para fornecer camelina destinada à produção de biodiesel, diesel renovável e combustíveis para aviação. A empresa visa ampliar a área plantada ao longo dos anos, com foco inicial em milhões de acres na América do Norte.
Avanços operacionais e metas de expansão
Peter Muller, diretor global de cereais, algodão e canola da Bayer, afirmou que as metas anteriores de plantio devem ser atingidas mais cedo devido ao interesse renovado por combustíveis. A companhia também está próxima de fechar acordo com uma processadora da camelina norte-americana.
Essa definição de parcerias e contratos busca dar aos agricultores maior segurança de venda da safra. Os planos incluem ampliar a produção para além da América do Norte e promover o desenvolvimento de cadeias de suprimento para o biocombustível.
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