- Everblue, liderada por Gabriel Padula, projeta chegar a R$ 3,6 bilhões em crédito concedido, operando por volta de R$ 110 milhões por mês e com mais de sete mil operações realizadas.
- No último ano, o portfólio movimentou mais de R$ 6 bilhões; a empresa planeja investir R$ 10 milhões em uma plataforma própria de gestão de fundos, com capacidade de até R$ 3 bilhões em crédito por ano.
- Padula explica que a Everblue não é uma gestora tradicional, atuando como ecossistema de FIDC com frentes de gestora, registradora, consultor e originador.
- Os FIDC ganham espaço no Brasil: a ANBIMA apontou captação líquida de R$ 2,4 bilhões em março de 2026 e o mercado soma quase R$ 1 trilhão em ativos sob gestão.
- A estratégia inclui expansão regional para Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte, Goiás e interior de São Paulo, com quase sessenta colaboradores e foco industrial que representa parte relevante da economia brasileira.
A Forbes Under 30 destacou Gabriel Padula, CEO da Everblue, como protagonista de um mercado de fundos de crédito que ele afirma estar apenas começando a expandir no Brasil. A empresa mira chegar a 3,6 bilhões de reais em crédito concedido, acima dos 3 bilhões anunciados em 2025.
Padula afirma que a Everblue opera hoje com cerca de 110 milhões de reais de crédito por mês e já realizou mais de 7 mil operações. Nos últimos 12 meses, o portfólio movimentou mais de 6 bilhões de reais, com planos de investir 10 milhões em uma plataforma própria de gestão de fundos, com capacidade prevista de até 3 bilhões por ano.
A visão do executivo diferencia a Everblue de uma gestora tradicional, ao destacar que a empresa atua como ecossistema de serviços para FIDC, com frentes de gestora, registradora, consultor e originador atuando de forma integrada.
FIDC e o cenário de crédito
Os FIDC, fundos de investimento em direitos creditórios, ganharam espaço com juros elevados e maior demanda por capital de giro. Padula acredita que o nicho está apenas no começo, com quase 1 trilhão de ativos sob gestão no segmento no país.
Dados da ANBIMA corroboram o momento: em março de 2026, os FIDCs tiveram captação líquida de 2,4 bilhões de reais, em meio a juros altos e busca por alternativas ao crédito bancário tradicional. Fundos multimercados tiveram saída de 3,1 bilhões e fundos de ações saíram 1,4 bilhão.
Vantagens competitivas e foco setorial
Para Padula, a principal vantagem dos FIDC em relação aos bancos tradicionais é a agilidade das operações, com condições próximas às bancárias, porém com foco no setor do cliente. A maior dor do mercado é a velocidade de entrega do crédito.
A Everblue atua de forma multissetorial, mas aproximadamente 70% de sua carteira está ligada à indústria. O executivo sustenta que o ambiente de juros elevados intensifica a demanda por crédito entre empresas, especialmente no setor industrial, que representa 24% do PIB e 11 milhões de empregos formais.
Expansão geográfica e serviços
Nos últimos meses, a Everblue ampliou operações para além de São Paulo, com presença em Porto Alegre, Salvador e Belo Horizonte, e atuação em Goiás, Ribeirão Preto, Jundiaí, Sorocaba e São José dos Campos. A empresa soma quase 60 colaboradores, com estratégia de contratar especialistas de bancos para estruturar operações locais antes de abrir escritórios.
Padula relembra que a organização nasceu quando ele ainda era estudante, aos 21 anos, inicialmente como securitizadora e evoluiu para o modelo atual de FIDC, sem separar CPF e CNPJ. A proposta é manter foco operacional próximo do cotidiano das empresas por meio de serviços agregados.
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