- O wellness imobiliário ganha força no Brasil, vendendo bem‑estar, hospitalidade e qualidade de vida como eixo central da moradia.
- Em Curitiba, o Ícaro Casa‑Térrea, da AG7, reúne 38 residências, com VGV estimado em cerca de R$ 600 milhões, certificado Fitwel e serviços de concierge e governança.
- Em São Paulo, a Lindenberg lança o Edifício Adolpho Lindenberg, com VGV de cerca de R$ 1,2 bilhão, unidades entre 330 e 875 m² e preços a partir de R$ 14 milhões; lançamento previsto para agosto.
- A JHSF avança com ecossistemas de lifestyle, como o São Paulo Surf Club, que reúne praia artificial, clubes, restaurantes e áreas wellness, com entrega prevista para 2029.
- Globalmente, o mercado de wellness imobiliário movimentou US$ 584 bilhões em 2024, com projeções de crescimento e maior valorização de imóveis que adotam esse eixo (até 10%–25% acima de projetos convencionais).
O mercado imobiliário brasileiro ganha ritmo com a ascensão do wellness urbano. Em Curitiba, o Ícaro Casa-Térrea, lançado em 2024 pela AG7, vende não apenas metros quadrados, mas bem‑estar, hospitalidade e serviços integrados. O projeto fica cercado por Mata Atlântica e oferece concierge, governança durante viagens e assistência doméstica.
A busca por refúgios de qualidade de vida dentro das cidades impulsiona uma transformação no setor. Empreendimentos de luxo passaram a valorizar experiências sensoriais, conforto acústico, iluminação natural e soluções de biofilia, indo além de lazer tradicional.
Empreendimentos e referências
A AG7 destaca o slogan Building Wellness, com recursos como spa, espaços de recuperação física e áreas contemplativas. O Ícaro Casa-Térrea tem certificação internacional Fitwel, exigindo consultorias em spa, saúde e hospitalidade.
Em São Paulo, a Lindenberg integra wellness aos lançamentos. O Edifício Adolpho Lindenberg, com 75 unidades, terá VGV de cerca de R$ 1,2 bilhão e entrega prevista para 2026. Preços começam em torno de R$ 14 milhões por unidade.
Hospitalidade como núcleo
Moradores contam com concierge, compras, manutenção doméstica e governança. A hospitalidade vira estrutura do condomínio, reduzindo deslocamentos para atividades diárias e ampliando a sensação de tempo de qualidade.
A tendência aponta para imóveis que funcionam como pequenos resorts verticais. Espaços de recovery, saunas, massagens e áreas comuns de uso compartilhado aparecem como diferenciais competitivos.
Economia do bem‑estar no mercado
Dados globais indicam crescimento acelerado do wellness real estate. O setor move US$ 548,4 bilhões em 2024, com expansão de 19,5% ao ano entre 2019 e 2024, superando a construção tradicional.
Pesquisas do Global Wellness Institute mostram prêmio de 10% a 25% no valor de imóveis com foco em wellness. O mercado mira chegar a US$ 1,1 trilhão até 2029.
Desafios urbanos
O espaço limitado em grandes capitais dificulta a expansão. Projetos wellness exigem áreas amplas, especialmente em São Paulo e Rio de Janeiro, onde há demanda por refúgios urbanos.
Para contornar isso, especialistas sugerem modelos híbridos com hotéis boutique integrados aos empreendimentos. Essa estratégia amplia infraestrutura sem depender apenas da área física privativa.
Panorama no varejo imobiliário de alto padrão
Além de residenciais, ecossistemas de lifestyle começam a combinar moradia, esportes, gastronomia e clubes num único endereço. O São Paulo Surf Club da JHSF anuncia praia artificial com ondas, clubes e áreas de convivência, com entrega prevista para 2029.
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