- Ministérios estudam proibir que conselhos de Londres enviem famílias sem moradia para longe, às vezes centenas de milhas, como medida contra a crise habitacional.
- MPs afirmam que pessoas vulneráveis são coagidas a escolher entre ficar na rua ou morar em imóveis baratos e mal equipados em áreas pobres do país.
- Governo avalia limitar a distância das realocações fora da região, com exceção para quem precisa deixar Londres, após revisão em curso.
- Dados oficiais indicam que o número de famílias sem moradia deslocadas de Londres dobrou nos últimos dois anos, de 670 para 1.300.
- Críticos dizem que empresas intermediárias lucram com a crise e que muitas habitações são inadequadas, prejudicando vítimas de violência doméstica e seus apoios.
London councils podem ser proibidas de deslocar famílias sem-teto para locais distantes, em meio a medidas em estudo pelo governo. A ideia é conter a prática que cresce com a crise habitacional no país. O alerta vem após investigações de veículos de imprensa sobre deslocamentos de Londres para fora da capital.
A ação envolve as câmaras municipais de Londres, questionadas por MPs e especialistas. Relatórios indicam que famílias, incluindo vítimas de violência doméstica, são orientadas a aceitar moradias a centenas de quilômetros de casa, por custo ou disponibilidade. Organizações de defesa criticam o efeito humano dessas transferências.
A discussão começou a ganhar força após a publicação de uma investigação do Guardian, na última segunda-feira. A presidente da comissão de habitação do Parlamento, Florence Eshalomi, pediu limites claros para as distâncias permitidas nas realocações. A ministra da habitação, Alison McGovern, chamou o tema de preocupação real e afirmou que o governo pode agir com mais firmeza.
Medidas em avaliação devem privilegiar critérios de necessidade, não apenas custo. Embora haja exceções para quem precise permanecer próximo a Londres, o governo avalia restrições mais amplas. O objetivo é evitar abusos e reduzir a pressão sobre famílias vulneráveis que dependem de abrigos de emergência.
Críticos argumentam que algumas relocations elevam tensões locais e prejudicam o tecido social. Parlamentares como o Labour Jonathan Brash defendem regras mais rigorosas para impedir deslocamentos que afetam comunidades inteiras. Relocação via intermediárias tem sido alvo de questionamentos legais e sociais.
Dados oficiais indicam que o número de famílias deslocadas para fora de Londres quase dobrou nos últimos dois anos. Em 2023 foram 670, em 2025 chegaram a 1.300, ainda sem registro central completo. Câmaras como Croydon e Enfield já contrataram a Reloc8, empresa especializada nesse tipo de movimentação.
Organizações de assistência, como a Shelter, destacam riscos de relocação precoce para ambientes inadequados. Advogados e defensores apontam falhas em considerar necessidades culturais, religiosas e de segurança das vítimas. Em uma situação relatada, uma vítima de violência doméstica foi colocada a 200 milhas de casa, perto de conviventes agressivos.
Entre na conversa da comunidade