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Moradia na Austrália deve ficar menos acessível e sem-teto pode aumentar com fósseis

Sem ações para reduzir emissões, moradia fica mais cara e sem-teto pode quadruplicar até 2036

University of Sydney researchers say global heating driven by fossil fuel use could quadruple homelessness in a decade.
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  • Um estudo da Universidade de Sydney aponta que a mudança climática pode piorar a acessibilidade à moradia na Austrália, elevando preços de imóveis e aluguéis em cenários de emissões altas e baixas.
  • Sem políticas de moradia mais justas e ações efetivas de redução de emissões, os aluguéis devem subir e a pressão sobre a renda das famílias aumentar.
  • No cenário de altas emissões, a população sem-teto poderia chegar a quatro vezes mais até 2036, conforme o modelo utilizado pelos pesquisadores.
  • O cenário de baixas emissões, associado a ações coletivas alinhadas ao Acordo de Paris, prevê menor impacto sobre moradia e renda, mas ainda assim requer políticas direcionadas.
  • Especialistas ressaltam que o orçamento federal recente, com investimento em moradia social para mais de quatro mil jovens, precisa de aumento significativo e de avaliação de qualidade e segurança das moradias.

O estudo da University of Sydney avalia como o aquecimento global pode impactar o mercado habitacional australiano. Sem medidas fortes para reduzir emissões, a pesquisa aponta piora na acessibilidade, aumento de aluguéis e aumento expressivo da população sem-teto nas próximas décadas. O resultado é apresentado como parte de uma análise publicada na revista Cities.

Os pesquisadores modelaram o mercado com dois cenários climáticos, baseados em caminhos de emissões baixos e altos. O objetivo é observar respostas do sistema habitacional a diferentes políticas. Os modelos utilizam duas décadas de dados públicos para estimar efeitos sobre preços, aluguéis e disponibilidade de moradias.

Aproximações apontam que famílias vulneráveis serão as mais afetadas, especialmente inquilinos. Em um cenário de altas emissões, a falta de moradias mais acessíveis pode elevar o total de pessoas sem-teto até quatro vezes até 2036. Os impactos variam conforme renda e localização.

Pontos-chave do estudo

Pesquisadores destacam que mudanças climáticas não devem ficar à margem das políticas públicas de moradia. As variações climáticas podem ampliar desigualdades já existentes, exigindo intervenções diferenciadas para inquilinos de baixa renda e para quem enfrenta a ausência de moradia. As conclusões ressaltam a necessidade de políticas habitacionais que integrem simulações de clima.

A análise agrega que as políticas públicas devem ser desenhadas com avaliações climáticas para evitar ampliar desigualdades. Especialistas recomendam priorizar apoio a inquilinos de renda baixa e ações diretas para reduzir o risco de homelessness, associando eficiência energética e padrões de construção mais robustos.

O orçamento federal recente, ao investir em moradia social para mais de 4 mil jovens, é citado como exemplo de alvo específico, mas é ressaltada a necessidade de aumento substancial do parque habitacional social. Medidas devem também enfatizar qualidade e segurança das moradias entregues.

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