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Fundo marinho atingido pela pesca apresenta sinais de recuperação

Sinais iniciais de recuperação no leito marinho da área protegida Wester Ross, danificado por pesca ilegal, indicam potencial de regeneração com proteção mais rígida

This large fish nest is a strong indicator of seabed recovery after extensive damage
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  • Área de leito marinho protegida de Wester Ross, criada em 2016, abrange cerca de 231 sq miles (600 sq km) e foi danificada por pesca com arrasto ilegal perto de Eilean Dubh, no Summer Isles, ao redor de Ullapool, em 2019.
  • Observações com um drone submarino indicam sinais iniciais de recuperação do ecossistema, incluindo retorno de algumas espécies e aumento de habitats como flame shells e maerl.
  • O Open Seas planeja levar uma petição ao parlamento da Escócia para acelerar a proteção de pelo menos 30% das águas interiores do país, com protesto previsto fora do parlamento.
  • Especialistas apontam que o dredging, método que arrasta equipamentos pesados pelo leito, é um dos mais danosos e pode destruir comunidades marinhas; o assunto é alvo de cobrança por ONGs e cientistas.
  • O governo regional afirma levar a proteção ambiental a sério, enquanto o Environmental Standards Scotland critica a atuação dos ministros, alegando falhas na proteção e restauração do fundo do mar.

Depois de causar danos ao fundo do mar protegido pela atividade de arrastre, sinais iniciais de recuperação aparecem na área das Summer Isles, próximo a Ullapool. A constatação vem de observações com drone subaquático e de monitoramento da Open Seas, grupo de cientistas, ativistas e alguns pescadores.

O incidente ocorreu em 2019, quando um arrastão de dredging rasgou o leito na Área de Proteção Marinha de Wester Ross (MPA). A região, criada em 2016, abrange cerca de 600 km² de águas internas, incluindo Loch Broom, Grunard Bay e Loch Ewe.

O setor conservacionista aponta que a prática de dredging é uma das mais danosas, pois arrasta equipamentos pesados pelo fundo, destruindo habitats como flame shells e maerl. Diversos impactos já foram registrados desde então.

Sinais de recuperação e monitoramento

Segundo a Open Seas, áreas não perturbadas da MPA mantêm maior complexidade ecológica, com retorno de algas, ouriços-do-mar e peixes jovens. Em zonas de recuperação, destacam-se cavalos-de-platô, sereias-do-mar e besouros, além do ressurgimento de habitat de naufrágio, abrigo para espécies como bacalhau no futuro.

Dados coletados por drone indicam que ecossistemas locais podem levar anos para se recompor completamente, mas já há evidências promissoras de restauração de algumas comunidades bentônicas. Observa-se aumento de diversidade e de densidade de organismos em determinadas áreas.

Protesto e demandas

Organizações de defesa ambiental pretendem reunir-se diante do Parlamento Escocês para acelerar a criação de MPAs com restrições de pesca mais amplas. A meta é proteger pelo menos 30% das águas costeiras do país, ainda sem medidas de proteção para grande parte das zonas existentes.

A denúncia de atraso técnico e regulatório é tema central do movimento, que cobra consultas públicas rápidas e implementação de regras mais restritivas. Também destacam o risco de perda de empregos na pesca costeira caso as ações não avancem.

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