- Pela primeira vez, houve filmagem subaquática de um tubarão-branco adulto no Mar Mediterrâneo, no Estreito de Sicília.
- A expedição, da Fundação Healthy Seas em parceria com Ghost Diving e SDSS, removia redes fantasmas de um naufrágio quando ocorreu o encontro.
- Redes abandonadas de pesca representam perigo para a vida marinha, piorando o impacto na região, já com alta atividade pesqueira.
- As gravações foram feitas por Derk Remmers, com peixes-piloto listrados aparecendo ao lado do grande predador.
- O registro aumenta lacunas científicas sobre tubarões-brancos no Mediterrâneo e reforça a necessidade de mais pesquisas sobre distribuição e comportamento.
Na semana passada, mergulhadores realizaram uma missão de remoção de redes fantasmas em um naufrágio no Estreito de Sicília, Mar Mediterrâneo. O objetivo foi eliminar redes abandonadas que capturam vida marinha, incluindo tartarugas e peixes, contribuindo para a preservação da região.
A operação ocorreu em alto-mar, envolvendo a Fundação Healthy Seas em parceria com Ghost Diving e SDSS. As redes abandonadas, comuns em áreas de grande atividade pesqueira, dificultam a sobrevivência de espécies locais e alteram ecossistemas em pontos de naufrágio que costumam abrigar diversidade biológica.
Durante o mergulho, a equipe registrou a vida marinha local com câmeras fotográficas. Entre as imagens, chamou atenção a presença de um tubarão, mais tarde confirmado como tubarão-branco, registrado pela primeira vez em filmagem subaquática de um adulto no Mediterrâneo. Os mergulhadores também documentaram peixes-piloto listrados próximos ao grande predador.
Registro histórico
O material foi capturado por Derk Remmers, voluntário da Ghost Diving, que acompanhou o tubarão junto a outras espécies durante a atividade. O registro evidencia a raridade de encontros desse tipo na região e o papel dos naufrágios como habitats para diferentes formas de vida, sob o impacto de redes de pesca esquecidas.
Especialistas destacam que o Mediterrâneo abriga biodiversidade rica, mas enfrenta desafios como sobrepesca e poluição associada a redes abandonadas. O registro reforça a necessidade de ampliar pesquisas sobre a presença de tubarões-brancos na região, para compreender distribuição e comportamento, além de avaliar medidas de proteção.
A diretora da Healthy Seas, Veronika Mikos, ressalta que imagens desse tipo ajudam a mensurar a importância da conservação das águas costeiras e dos esforços para reduzir ameaças, como redes fantasma e práticas de pesca inadequadas.
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