- Em Penang, a mortalidade de duros mangabaias entre 2016 e 2018 motivou a construção de pontes artificiais; a primeira, Ah Lai’s Crossing, foi instalada em 2019 e os primeiros atravessamentos ocorreram em três dias para o macaque, após nove meses de expectativa para os dusky langurs.
- A segunda ponte, Numi’s Crossing, foi instalada em fevereiro de 2024 em área residencial de alta densidade; a terceira, Obscura, chegou a Batu Ferringhi em 2026 para promover convivência, turismo responsável e interação ética com a vida selvagem.
- O Langur Project Penang, liderado por Yap Jo Leen, trabalha com ciência cidadã, educação ambiental e projetos de conservação, apoiado por voluntários conhecidos como “Duskies”; há cerca de cento e cinqüenta inscritos, com 15 a 18 ativos em campo.
- Os voluntários coletam dados sobre movimento, dieta e interação com pessoas, usando Excel para registro, Wikiloc para coordenadas e iNaturalist para identificação de espécies; o objetivo é ampliar a participação da comunidade.
- A iniciativa já registra uso das pontes por várias espécies (incluindo 9, animais como civetas, esquilos e pythons), demonstrando menos entrada de langures em bairros e fortalecendo o debate sobre coabitação entre humanos e vida selvagem.
Langur Project Penang cria pontes para coexistência entre humanos e primatas
Tanjung Bungah, Penang, Malásia — Um esforço de conservação transforma a relação entre moradores e dusky langurs. Em 2016, Towkay Soh, uma fêmea da espécie, foi atropelada ao atravessar uma estrada costeira. O grupo bloqueou o tráfego para ela buscar abrigo na copa de uma árvore.
Entre 2016 e 2018, Yap Jo Leen registrou oito mortes de langures na mesma região. Em resposta, em 2019 foi instalada a primeira ponte-canopy artificial, feita com mangueiras recicladas, para reduzir colisões entre animais e veículos.
Avanços e ações
Desde 2019, três pontes já foram instaladas no entorno de áreas residenciais de Penang. A segunda, chamada Numi’s Crossing, inaugurada em 2024, integra-se a um bairro denso e visa facilitar a travessia segura de diferentes espécies, além de promover convivência com moradores.
A terceira ponte, Obscura, foi instalada em Batu Ferringhi em 2026. O objetivo é ampliar a educação ambiental e reforçar a prática de turismo ecológico responsável, diante de problemas como manejo inadequado de resíduos e alimentação irregular de animais.
Como funciona e quem participa
A Langur Project Penang (LPP) conduz o trabalho com uma rede de voluntários, os chamados Duskies, que coletam dados de movimentos, dieta e interações com moradores. Dados são reunidos com apoio de plataformas simples, como planilhas, e localizados com aplicativos de trilha e observação, como Wikiloc e iNaturalist.
Mais de 150 pessoas já colaboraram como Duskies ao longo do tempo, com 15 a 18 atuantes de forma contínua. O programa envolve educação ambiental em escolas e empresas, além de ações comunitárias para reduzir conflitos.
Por que as pontes e a educação são importantes
Yap Jo Leen destaca que a coexistência depende de conectividade entre áreas naturais e urbanas, bem como da compreensão entre moradores e fauna local. As pontes ajudam a reduzir atropelamentos e, ao mesmo tempo, funcionam como ferramentas de educação sobre convivência.
A iniciativa também utiliza dados de campo para orientar decisões públicas. Pesquisas combinam ciência ecológica com estudos socioculturais para entender percepções da comunidade e facilitar a construção de estruturas de passagem seguras.
Metas futuras e impacto social
O grupo pretende ampliar a participação de jovens na conservação, com foco em capacitação e liderança local. Embora não haja meta de números de pontes, o objetivo é estimular uma Malaysia mais engajada com a proteção de fauna urbana.
Entre na conversa da comunidade