- O deputado trabalhista Jerome Laxale rompeu withered e passou a apoiar reformas que reduziriam as isenções de impostos sobre combustíveis fósseis, incluindo o crédito de diesel, como parte de uma trajetória para acelerar a descarbonização.
- A bancada trabalhista recebeu apoio de membros de base do ALP para discutir mudanças no esquema de créditos de diesel na conferência nacional em julho, com o Lean defendendo um teto de cinquenta milhões de dólares por empresa.
- A investigação do Guardian e da ABC revelou que a BHP adiou projetos de redução de emissões, atrasou grandes investimentos em renováveis no Pilbara e avaliou opções de eletrificar frotas a diesel nas próximas duas décadas.
- Análises apontam que a BHP pagou menos de nove milhões de dólares pelo mecanismo de salvaguarda por emissões excedentes no último exercício e recebeu duzentos e setenta e dois milhões de dólares em créditos de combustível para diesel, incluindo cerca de trezentos e oitenta milhões em minas de WA.
- A ministra do Clima, Chris Bowen, minimizou reformas imediatas no crédito de diesel; a ministra Madeleine King afirmou que a BHP segue sob o mecanismo de salvaguarda e que a empresa está buscando reduzir emissões, com a BHP citando avanços, como queda de trinta e seis por cento nas emissões desde 2020 e metas de trinta por cento até 2030 e net zero até 2050, além de ter setenta por cento da energia já proveniente de renováveis.
Jerome Laxale, deputado federal do Labor, rompeu com a linha do partido ao defender publicamente mudanças nas concessões fiscais de combustíveis fósseis. A ideia é também reduzir o benefício fiscal de diesel, alvo de críticas em meio a atrasos de projetos de descarbonização ligados à BHP.
A controvérsia acompanha revelações de uma investigação conjunta do Guardian e da ABC. Segundo as reportagens, a BHP atrasou grandes iniciativas de corte de emissões e estudou opções para eletrificar frotas movidas a diesel, com impactos em projetos no Pilbara, Austrália Ocidental.
Laxale confirmou que apoiará alterações ao esquema de crédito de diesel na conferência nacional do partido, marcada para julho. O parlamentar destaca que é razoável exigir mais do setor de mineração.
Mais de 270 filiais locais do ALP já endossaram a campanha Lean para limitar créditos de diesel a 50 milhões de dólares por empresa. A iniciativa visa liberar recursos para a eletrificação de operações.
A Lean argumenta que o teto mais baixo estimularia investimentos em eletrificação, sinalizando para as empresas a necessidade de acelerar transição. Fortescue, de Andrew Forrest, figura entre apoiadores da mudança.
O ministro da Clima e Energia, Chris Bowen, minimizou reformas imediatas no esquema, lembrando que o governo já aprovou o orçamento recente e não pretende alterar o crédito.
A deputada independente Kate Chaney defende restrições aos créditos para grandes empresas, mantendo o benefício para agricultores e pequenas empresas. Ela afirma que grandes emissores exigem ações fortes de descarbonização.
A ministra Madeleine King afirmou não estar preocupada com as revelações e disse que a BHP está cumprindo seu papel. A empresa afirmou que já reduziu emissões em 36% em relação a 2020 e mira 30% até 2030, net zero até 2050.
A BHP aponta que a desaceleração decorre da indisponibilidade de caminhões movidos a bateria, tecnologia ainda em pilotos. A empresa afirma estar testando soluções, sem implantação em larga escala no momento.
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