- Centenas de recordes de temperatura foram batidos na França durante uma onda de calor sem precedentes no começo da temporada.
- No Reino Unido, as temperaturas ultrapassaram 35°C na terça-feira, superando o recorde de maio por mais de dois graus.
- A Met Office classificou o calor como “absolutamente espantoso” e mais típico do verão do que da primavera.
- O fenômeno é explicado por um “dome de calor” — uma massa de alta pressão que fica presa sobre a Europa, enquanto cientistas atribuem o aumento a mudanças climáticas causadas pelo homem.
- Dados do Copernicus indicam aquecimento na Europa de cerca de 0,56°C por década nos últimos trinta anos, o que torna as ondas de calor mais intensas e frequentes, com projeções de novos recordes sob políticas climáticas atuais.
O fim de semana revelou uma onda de calor sem precedentes na Europa. A Europa Ocidental vive períodos de temperaturas altas com centenas de recordes batidos na França, além de marcas históricas no Reino Unido, Alemanha, Itália, Espanha e Suíça. A gravidade do fenômeno já preocupa meteorologistas e cientistas.
Na França, o serviço meteorológico Météo-France aponta aquecimento acima do normal para a época, com várias cidades registrando recordes de temperatura. O Reino Unido também teve recorde de 35°C em maio, algo atípico para a estação. Países vizinhos da região europeia registraram valores incomuns para a primavera.
A explicação imediata envolve um “dome de calor” — alta pressão que prende ar quente sobre o continente. No entanto, especialistas destacam que a mudança climática causada pelo homem amplifica o efeito, elevando a intensidade de eventos extremos. Dados do Copernicus indicam aquecimento europeu de 0,56°C por década.
Causa e contexto científico
Estudos indicam que a tendência de aquecimento é superior à média global. O aumento de temperaturas é observado mesmo em áreas onde as estações deveriam ser moderadas, elevando o risco de impactos em infraestrutura, agricultura e saúde pública.
Profissionais de institutos europeus ressaltam que eventos desse tipo costumam trazer recordes mais fortes em um cenário de aquecimento rápido. A temperatura média global já está cerca de 1,4°C acima dos níveis do final do século XIX, devido à queima de combustíveis fósseis.
Desdobramentos globais
Mais de 30% das estações de tempo ativas nos EUA registraram novos recordes sazonais no mês de março, segundo Berkeley Earth. O registro de calor não se restringe à Europa; outras regiões também vivenciam fenômenos fora do comum para a época do ano.
Especialistas destacam que, sem ações rápidas para reduzir emissões, a frequência e a intensidade de recordes devem aumentar. A projeção para o fim do século aponta para temperaturas bastante superiores às atuais, o que exige adaptação de cidades e infraestrutura.
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