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Islândia deve proteger salmão selvagem e rejeitar nova legislação de aquicultura

Expansão de fazendas de salmão em gaiolas abertas pode acelerar a extinção do salmão selvagem na Islândia, afetando ecossistema, pesca e turismo.

Still image from the film A Salmon Nation, courtesy of Patagonia Films.
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  • A população de salmão selvagem no Atlântico Norte caiu cerca de 75% em pouco mais de cinquenta anos, com menos de 60 mil indivíduos na Islândia e registros próximos a ela.
  • Se o Parlamento da Islândia aprovar a versão mais recente do projeto de lei de aquicultura, mais fazendas de salmão abertas em tanques podem acelerar o declínio dos peixes.
  • Criação de salmão em gaiolas abertas é associada a poluição, uso de químicos e contribuição para resistência a antibióticos, além de impactos em outras espécies marinhas.
  • Infestações de piolhos do salmão em fazendas podem devastar peixes jovens e se espalhar por até dezenas de quilômetros, afetando também os salmões selvagens.
  • Críticos defendem que a Islândia deve priorizar a proteção dos salmões selvagens e o turismo, em vez de expandir a aquicultura, citando impactos ambientais e econômicos.

Um texto de opinião questiona a proteção de salmões selvagens na Islândia e rejeita um novo projeto de lei de aquicultura. O argumento central é que a população de salmão do Atlântico Norte caiu cerca de 75% em cinco décadas, com menos de 60 mil indivíduos estimados na Islândia e ao redor do país. O autor afirma que, sem ações rápidas, o salmão selvagem corre risco de extinção.

O autor sustenta que águas mais mornas, causadas pela mudança climática, representam uma ameaça real aos salmões selvagens. Caso o parlamento islandês aprove o texto mais recente da proposta de aquicultura e abra espaço para mais fazendas, ele afirma que o salmão poderia desaparecer ainda mais rápido.

A peça ressalta que salmões criados em cultivos de rede abertos participam de um modelo ecologicamente problemático. Entre as críticas, está o impacto ambiental decorrente da alimentação de bilhões de peixes usados na ração, além da provável poluição de águas por metais pesados, microplásticos, pesticidas, antibióticos e resíduos.

Outro ponto discutido é a infestação de piolhos de salmão, que pode se espalhar para salmões selvagens a até dezenas de quilômetros das fazendas. Tratamentos químicos usados para combater os piolhos também podem afetar espécies não alvo, como caranguejos e lagostas, em áreas ribeirinhas.

O texto cita casos de escapes de peixes criados, como o incidente de 2017 em Washington e o de 2023 na Islândia, apontando consequências para ecossistemas locais e para a evolução dos salmões selvagens. Observa ainda que tais eventos levaram a mudanças regulatórias em outros lugares.

Por fim, o artigo aponta dados sobre o turismo na Islândia como peso econômico alternativo à indústria de aquicultura, sugerindo que a proteção do salmão selvagem pode favorecer o setor turístico e manter a renda de comunidades locais. O autor é Yvon Chouinard, fundador da Patagonia, que defende a proteção da natureza e dos salmões selvagens na Islândia.

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