- Em 2025, a Mongabay recebeu prêmios internacionais de jornalismo ambiental por reportagens que expõem crime ambiental, corrupção e abusos contra pessoas e ecossistemas.
- Karla Mendes ganhou o John B. Oakes Award por Distinguished Environmental Journalism, pela série sobre o bojo de pecuária ilegal no território Arariboia e a relação com violência contra os Guajajara.
- Gloria Pallares venceu o ACE Award na categoria Inovação e Jornalismo Investigativo e teve menção honrosa no Trace Prize pelo relato sobre alegações falsas de apoio da ONU a grupos indígenas para abrir mão de direitos florestais.
- A equipe de Mongabay foi premiada no prêmio Ari Banrisul de Jornalismo com menção nacional pela reportagem sobre o consumo de carne de tubarão em escolas e prisões brasileiras, destacando riscos, como mercúrio, e o uso de espécies em extinção.
- Sonam Lama Hyolmo e Latoya Abulu venceram o prêmio internacional de cobertura indígena por investigação sobre violações de direitos de povos indígenas no projeto hidrelétrico no Nepal; Aimee Gabay ficou em terceiro lugar pela cobertura sobre os Yaqui e a defesa de direitos hídricos no Sonora, México.
Em 2025, a Mongabay ampliou o reconhecimento internacional por reportagens que investigam crime ambiental, corrupção e abusos contra pessoas e ecossistemas. As reportagens também destacaram riscos à saúde pública e estratégias de exploração de povos originários. Equipes viajaram a regiões pouco cobertas pela mídia para mapear frontes da natureza.
Karla Mendes liderou a lista de premiados com o John B. Oakes Award, na categoria Jornalismo Ambiental Distinto. O trabalho premiado revelou a ligação entre a expansão da pecuária e o aumento de violência contra povos Guajajara na Terra Indígena Arariboia, na Amazônia brasileira. Provas coletadas embasam processo federal sobre o assassinato de Paulo Paulino Guajajara, em 2019.
Reconhecimento internacional e outros prêmios
Gloria Pallares venceu o ACE Award, na categoria Inovação e Jornalismo Investigativo, e recebeu menção honrosa no Trace Prize. Ambas as distinções foram concedidas pelo seu estudo sobre alegações falsas de apoio da ONU a povos indígenas, para cedência de direitos florestais a financiadores de baixa credibilidade.
A Mongabay também recebeu o segundo lugar no prêmio Ari de Jornalismo Nacional, promovido pela Associação Riograndense de Imprensa, pelos trabalhos de Karla Mendes, Philip Jacobson e Fernanda Wenzel. A matéria analisou a presença de madeira de tubarões em compras públicas de escolas e instituições, destacando riscos de mercúrio e impactos à saúde de crianças.
Cobertura internacional e direitos indígenas
Sonam Lama Hyolmo e Latoya Abulu faturaram o primeiro lugar no Indigenous Media Awards pela investigação sobre supostas violações de direitos indígenas no projeto hidrelétrico do Nepal, que incluiu alegações de fabricação de dados ambientais e consulta insuficiente à comunidade local.
Aimee Gabay ficou em terceiro lugar no mesmo prêmio, com a cobertura da Yaqui, no México, destacando os desafios para a defesa de direitos à água diante de práticas que afetam comunidades indígenas. As reportagens enfatizaram a importância de consultas indígenas e da proteção de recursos hídricos.
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