- Em Koh Libong, na Tailândia, as pastagens de ervas marinhas, antes as maiores da região, encolheram até cinquenta por cento entre 2020 e 2024, afetando a população de dugongos da ilha.
- A Declínio está ligado a vários fatores, como ondas de calor no mar e dragagem na foz de rios, segundo o Departamento de Recursos Marinhos e Costeiros (DMCR).
- A redução das pradarias fez com que os dugongos, que se alimentam nelas, apresentassem números cada vez menores, com autópsias de animais emagrecidos sugerindo fome como causa de morte em alguns casos.
- A comunidade de Koh Libong, com cerca de três mil moradores, depende da saúde dos ecossistemas costeiros para pesca e turismo de dugongos, e vem promovendo monitoramento e restauração com apoio de pesquisadores.
- Em 2026, estimativas de levantamentos aéreos apontaram 33 dugongos na área, incluindo várias mães com filhotes, ainda sob vigilância para reduzir riscos de colisões com embarcações e proteger o habitat.
Um recuo da vegetação marinha na ilha de Koh Libong, na Tailândia, ameaça a população de dugongues locais. Estepas de areia substituem pradarias de algas marinhas que antes eram abundantes, segundo a reportagem de Carolyn Cowan para Mongabay.
Entre 2020 e 2024, a cobertura de seagrass caiu até 50% nas águas protegidas ao redor da ilha. A DMCR atribui a redução a ondas de calor marítimas, dragagens e outras pressões humanas no entorno costeiro.
Os dugongos, que se alimentam de gramas marinhas, viram sua população encolher conforme o habitat natural desaparece. Autópsias de animais debilitados que chegaram a terra sugerem múltiplas mortes por desnutrição.
A economia local de Koh Libong depende de pesca e de turismo ligado aos dugongues. Com menos alimento disponível, moradores relatam aumento de custos com combustível e deslocamentos maiores para encontrar peixes.
Tipusa Sangsawang, coordenadora do Dugong Guardians, lidera ações de monitoramento e de manejo dos habitats. A rede envolve oito vilarejos e trabalha com pesquisadores da Universidade Prince of Songkhla.
O grupo já testou técnicas de transplante de seagrass, em parceria com a universidade, em busca de restabelecer trechos degradados. A iniciativa busca recuperar redes alimentares e abrigo para as espécies.
A história da Marium, filhote órfão de dugongo que faleceu em 2019 por infecção causada pela ingestão de plástico, impulsionou mudanças locais. Tipusa lembra do episódio como motivação para agir.
Em 2025, especialistas estimaram apenas cerca de 10 dugongos na região. No entanto, levantamentos de 2026 indicam recuperação, com 33 indivíduos avistados, incluindo alguns pares mãe-filhote.
Mesmo com avanços, a comunidade permanece vigilante. Recentemente, uma lancha de alto velocidade foi vista colocando em risco um grupo de dugongos pastando, destacando a necessidade de maior fiscalização.
Tipusa acredita que a próxima geração de guardiões ambientais está entre os jovens da ilha. Ela cita a energia de Marium como impulso que guiará as ações futuras.
Fonte: relato de Carolyn Cowan, Mongabay, com acompanhamento de dados da DMCR e de pesquisas da universidade local. A matéria completa está disponível nas reportagens originais.
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