- Em 17 de junho, três juízes condenaram Agussalim bin Abdul Hamib, 41 anos, a três anos de prisão em Aceh, após ser flagrado dirigindo um caminhão com dezenas de animais vivos.
- A carga continha 82 animais vivos, incluindo um orangotango de Sumatra e dezenas de aves em cativeiro, além de quatro papagaios-do-moluco mortos.
- Entre os itens apreendidos estavam também muitos caranguejos-coroa congelados e crânios de animais, conforme relatório da alfândega de Langsa.
- A decisão não abriu multa, levando em conta a condição financeira do condenado.
- Investigadores acreditam que a carga teria como destino a Tailândia, atravessando o Estreito de Malaca, a cerca de 300 quilômetros de distância.
Um homem de 41 anos foi condenado a três anos de prisão na Indonésia após a prisão em Aceh durante a fiscalização de um caminhão que transportava dezenas de animais vivos, entre eles um orangotango de Sumatra e duas aves gravemente ameaçadas. A decisão, proferida por um tribunal de três juízes no dia 17 de junho, considerou que Agussalim bin Abdul Hamib aceitou a tarefa de entregar a carga em um Isuzu Traga branco, em 30 de janeiro de 2026, no distrito de North Aceh.
Segundo a denúncia, o carregamento continha 82 animais vivos apreendidos pela alfândega, além de quatro papagaios-de-molucueta mortos. O conjunto incluía ainda centenas de focas pezadas, crânios de animais mortos e outros itens. A operação apontou que Agussalim ajudou a carregar o caminhão em Alue Bili, em Baktiya, ciente de que a carga incluía o orangotango e várias aves em cativeiro.
O Tribunal não aplicou multa ao réu, levando em consideração sua condição financeira. A investigação indicou que a mercadoria seria destinada a embarque para a Tailândia, atravessando o estreito de Malaca a partir da região de Pante Bayam. A decisão ressalta a importância de endurecer o combate ao tráfico de animais silvestres e de responsabilizar os envolvidos.
Contexto e desdobramentos do tráfico de fauna
Dados da TRAFFIC indicam pelo menos 31 casos de tráfico entre Indonésia e Tailândia nos últimos dez anos, evidenciando uma rede que envolve espécies nativas e não nativas de alta ameaça. Ações conjuntas de fiscalização costumam apontar para redes estruturadas de exportação ilegal.
Em março, autoridades em Jacarta apreenderam mais de US$ 10 milhões em escamas de pangolim em um contêiner de comércio exterior, parte de uma operação ligada ao tráfico de espécies protegidas. A investigação envolve diferentes agências, como a alfândega, polícia, Ministério da Florestas e BKSDA, e continua com a cooperação entre órgãos governamentais.
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