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Plano ambiental está fora do rumo, alerta órgão de fiscalização

Plano ambiental da Irlanda do Norte está atrasado; apenas duas das trinta e oito metas avançam, exigindo ação sustentada para poluição por nutrientes, economia circular e recuperação da natureza

Northern Ireland's Environmental Improvement Plan has been in place since September 2024
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  • A maioria dos objetivos do Plano de Melhoria Ambiental da Irlanda do Norte está fora do cronograma, conforme o o watchdog ambiental do Reino Unido.
  • Houve bom progresso em dois de trinta e oito alvos (qualidade do ar e mitigação das mudanças climáticas); progresso misto em seis, limitado em vinte e sete e três não puderam ser avaliados.
  • O relatório alerta que o ritmo atual não garantirá as mudanças necessárias para tornar o plano eficaz.
  • Três áreas prioritárias: reduzir a poluição por nutrientes (principalmente eutrofização de lagos), acelerar a economia circular e assegurar a recuperação da natureza.
  • A gestão de águas residuais não foi abordada pelo plano, e persiste o desafio de melhorar o sistema de tratamento de efluentes.

O plano de melhoria ambiental da Irlanda do Norte está atrasado na maioria de seus objetivos, aponta o último relatório da agência fiscalizadora britânica. A avaliação indica progresso para apenas duas das 38 metas: qualidade do ar e mitigação das mudanças climáticas, com avanços mistos em seis itens, progresso limitado em 27 e três não avaliados.

Segundo o Office for Environmental Protection (OEP), o ritmo e a escala das ações atuais não garantem a transformação necessária para que o plano seja eficaz. O estudo é o primeiro sobre o Environmental Improvement Plan (EIP), em vigor desde setembro de 2024.

O vice-presidente da OEP, Prof Robbie MacDonald, afirma que muitas medidas estão ao alcance do Executivo, desde que haja entrega em vez de apenas planejamento. A avaliação ressalta que é preciso migrar de planos para ações concretas.

O relatório reconhece avanços em qualidade do ar e na mitigação de mudanças climáticas, mas alerta que a poluição por amônia ainda aumenta, apesar de reduções de emissões veiculadas. Também aponta falhas ao tratar do sistema de esgoto.

Três áreas prioritárias são destacadas. A primeira é enfrentar a poluição por nutrientes, principal causadora da crise de algas azuis em Lough Neagh. A segunda envolve acelerar a transição para a economia circular, com uso mais prolongado de produtos. A terceira foca na recuperação da natureza.

A relação entre poluição por nutrientes e impacto econômico, social e ambiental é apresentada como um entrave histórico. O relatório afirma que enfrentar esse problema é essencial para atingir as metas de ar, água, solo e recuperação da natureza, bem como para enfrentar as mudanças climáticas.

Ainda segundo o documento, a restauração da natureza depende de ações de restauração e uso mais positivo de áreas naturais, incluindo terra e mar. O NI é descrito como uma das regiões mais degradadas do planeta em termos de biodiversidade.

Apesar das críticas, o relatório cita exemplos positivos de cooperação entre departamentos do governo. Projetos na região de Antrim Hills e no lago Mergulho de Derg são citados como evidências de melhoria de restauração de turfa e de redução de inputs de herbicidas junto a agricultores.

O relatório enfatiza a necessidade de ação urgente e contínua, com metas-chave já próximas de 2030. O ministro da Agricultura, Meio Ambiente e Assuntos Rurais, Andrew Muir, reforça que não existem soluções rápidas para os problemas mais amplos, e que é preciso investimento sustentado por anos.

Muir afirma haver esperança em iniciativas que envolvem governos locais e agricultores, desde que haja esforço, recursos e uma mudança de perspectiva sobre proteção ambiental. Ainda assim, ele ressalta a importância de uma ação coletiva, especialmente no que diz respeito ao tratamento de águas residuais.

A Daera, braço do governo responsável, reconhece os desafios persistentes desde o primeiro relatório de progresso, publicado em janeiro. A instituição enfatiza que não há soluções rápidas para os problemas mais amplos que afetam o ambiente.

O órgão reiterou a necessidade de cooperação entre setores para permitir a recuperação da natureza, destacando o papel da melhoria na gestão de águas residuais como condição fundamental para cumprir os objetivos do EIP.

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