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Esperança para urubus na Nigéria com usuários religiosos adotando alternativas vegetais

Uso de plantas como alternativa a partes de abutres reduz a caça em algumas regiões da Nigéria, mas a recuperação das populações ainda está distante

A hooded vulture. Image by Mibby23 via Flickr (CC BY-NC 2.0).
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  • Conservacionistas dizem que usar plantas como substituto de partes de abutre em práticas tradicionais tem ajudado a reduzir a caça de aves em algumas regiões da Nigéria.
  • As populações de abutres na Nigéria recuaram drasticamente, com apenas duas espécies registradas em levantamentos recentes: o abutre-nimbado e o abutre-do-pinhasso (nomes científicos entre parênteses).
  • Entre as principais causas estão a perda de habitat, envenenamento e caça para usos de medicina tradicional, sorteios de sorte ou sucesso, prática que tem impulsionado a queda dos animais.
  • O Nigerian Conservation Foundation, entre outros, tem trabalhado com praticantes de medicina tradicional para reduzir a demanda por partes de abutres, incentivando substitutos vegetais.
  • Mais de vinte plantas já são usadas como alternativa em alguns locais; no entanto, apenas o Khaya ivorensis (mogno-africano) é avaliado pela Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza e é listado como vulnerável, com outras espécies também sob pressão por colheita excessiva.
  • Em Lagos, a National Association of Nigerian Traditional Medicine Practitioners afirma ter feito avanços ao engajar practicantes cadastrados para adotar substitutos vegetais, mas há necessidade de ampliar a conscientização e ampliar a fiscalização a nível nacional.
  • Existem diferenças regionais: no sul e leste, normas culturais costumam proibir a caça de abutres, facilitando a adesão; no norte e oeste, acredita-se que a presença de abutres traz má sorte, elevando a demanda por partes.

O esforço de conservação ganha fôlego na Nigéria conforme práticas de crença migraram para alternativas vegetais. Em várias regiões, usuários optam por plantas em vez de partes de abutres, reduzindo a pressão sobre as aves.

Conservacionistas destacam que o país já viu o colapso populacional de abutres. Hoje restam apenas duas espécies, o abutre de capuz e o abutre-do-pau-branco, entre várias ameaças como perda de habitat, envenenamento e uso tradicional de partes de abutre para remédios ou sorte.

Conselhos de grupos ambientalistas apontam que, nos últimos anos, entidades como a Nigerian Conservation Foundation (NCF) têm dialogado com practitioners de medicina tradicional para reduzir a demanda por partes de abutre. A prática de substituição por plantas ganhou adesão, especialmente com maior fiscalização e pressão econômica sobre o uso de abutres.

Adoção de plantas como alternativa

A NCF indica que mais de 20 plantas já substituem peças de abutre em algumas áreas, embora o status de conservação dessas espécies também precise de avaliação. O Khaya ivorensis, conhecido como oganwo, é a única espécie alternativa avaliada pela IUCN, listada como vulnerável.

Outra planta, Securidaca longipedunculata, chamada ipeta, também é estudada devido ao possível declínio por sobreexploração. A organização planeja cultivar espécies medicinais em áreas protegidas para evitar novas pressões sobre recursos.

Soyoye ressalta que há sucesso no engajamento de practitioners cadastrados no sudoeste do país, promovendo o uso de plantas. No entanto, é necessária ampliação da conscientização e atuação em nível nacional para coibir a venda de partes de abutres e a prática associada.

Diferenças regionais no uso de plantas refletem padrões culturais. Em áreas do sul e leste, normas culturais costumam desencorajar a mortandade de abutres, facilitando a adoção de alternativas. Já no norte e oeste, crenças associam a avistamento de abutres a má sorte, mantendo a demanda por partes.

Apesar do progresso, a responsável pela NCF, Stella Egbe, afirma estar otimista, porém ressalta que ainda não houve recuperação significativa das populações de abutres. A organização reforça a necessidade de monitoramento contínuo e de ações para manter o ganho obtido até agora.

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