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Dugongos caem com queda de ervas marinhas no Mar de Andamã, Tailândia

Declínio de seagrass na costa de Andamã leva a queda de dugongos na Tailândia; mortes por fome e por colisões elevam o risco e motivam medidas emergenciais

Dugong photographed by drone in Phuket province. Image courtesy of Theerasak Saksritawee.
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  • Nos últimos três anos, o número de dugongos mortos ou debilitados aumentou no litoral da Tailândia, com média de quarenta e dois dugongos em dois mil e vinte e três e dois mil e vinte e quatro.
  • Autópsias apontam que pelo menos quarenta por cento das mortes em dois mil e vinte e quatro ocorreram por fome, devido ao declínio generalizado das ervas marinhas, principal alimento dos dugongos.
  • Ocorrências de colisões com barcos e captura acidental também subiram, já que os animais buscam novas áreas de alimentação em habitats mais arriscados.
  • Em mil e vinte e dois, a população estimada era de duzentos e setenta e três indivíduos; até um terço pode já ter desaparecido devido à crise.
  • Medidas de curto prazo mantêm áreas marinhas protegidas temporárias ao redor de pontos de alimentação, principalmente em Phuket, com esforços de monitoramento, alimentação suplementar e planos de restauração de ervas marinhas a longo prazo.

O número de dugongues na costa do mar de Andamã, na Tailândia, despenca após o declínio de pastagens de gramíneas marinhas. Em 2023 e 2024, a DMCR registrou, em média, 42 mortes anuais da espécie, mais que o dobro do registrado entre 2019 e 2022. Em 2025, já foram registradas 12 fatalidades até 9 de abril.

Autópsias apontam que pelo menos 40% das mortes em 2024 ocorreram por fome, ligada à depleção generalizada das seagrass. Áreas críticas em Trang, Krabi e Phuket mostram pastagens degradadas, antes ricas em peixes, caranguejos e tartarugas, hoje em estado de ermos arenosos. Além disso, colisões com barcos e bycatch aumentam conforme os dugongues percorrem áreas menos produtivas.

A queda da forragem coincide com migrações temporárias em busca de alimento, elevando riscos de ataques de embarcações e captura acidental por pescadores. Quando se deslocam para regiões novas, os animais enfrentam ameaças desconhecidas, como tráfego náutico intenso, conforme especialistas.

Die-off driven by confluence of factors

Dados de levantamentos aéreos indicam queda também na taxa de reprodução, o que preocupa a viabilidade populacional a longo prazo. Com vida útil de cerca de 70 anos, os dugongues reproduzem lentamente. Cada indivíduo passa a ter peso maior na sobrevivência da população.

Especialistas ressaltam que, sem pastagens saudáveis, o manguezal se mantém como habitat crucial. Duas linhas de atuação aparecem como cruciais: restauração de pradarias e mitigação de pressões locais, como escoamento agrícola e sedimentos. O que ocorre no litoral impacta diretamente na dieta e no bem-estar dos dugongues.

A população estimada de dugongues em 2022 era de 273 indivíduos, com cerca de 90% ao longo do litoral da Andamã. Com as perdas recentes, estima-se que um terço já possa ter desaparecido, segundo dados da DMCR. Há dúvidas sobre a existência de indivíduos em Trang, Krabi, Phang Nga e Phuket.

A presença de dugongues mortos ou vivos em outras províncias, bem como avistamentos no sul da Tailândia e até em Malásia, reforçam a necessidade de monitoramento transfronteiro. O status de proteção permanece sob a Lei de Conservação da Vida Selvagem.

Temporary migrations spark conservation challenges

Em resposta, a DMCR trabalha com pesquisadores, voluntários e comunidades locais para ações emergenciais. A estratégia prevê monitoramento populacional e a criação de áreas marinhas temporárias ao redor de áreas de alimentação, principalmente em Phuket, onde muitos dugongues migraram recentemente.

Em Phuket, avistamentos recentes mostram grupos alimentando-se ao longo da costa. A prefeitura tem acompanhado a situação com redutores de tráfego e projetos de supleção alimentar, ainda que o fornecimento suplementar tenha função limitada diante do consumo diário de pastos, estimado em cerca de 40 kg por animal.

Esforços de restauração de seagrass estão em andamento, ainda que enfrentem desafios, como obtenção de sementes adecuadas para plantio. A coesão entre comunidades pesqueiras, operadores turísticos e autoridades é aposta para reduzir impactos e criar zonas de proteção com manejo compartilhado.

Paralelamente, equipes usam drones para mapear distribuição, abundância e comportamento dos dugongues, ajudando a orientar medidas de mitigação de tráfego e bycatch. Programas de necropsia apoiam a identificação de causas de morte, embasando estratégias de preservação.

Short- and long-term solutions needed

Especialistas destacam que inverter o declínio exigirá tempo e recursos, possivelmente mais de 10 anos. A recuperação depende da restauração de hábitats, cooperação regional e novas pesquisas sobre a seagrass, que pode crescer em profundidades maiores do que se pensava.

A população do Golfo da Tailândia, estimada em cerca de 30 indivíduos em 2022, pode emergir como balizadora da sobrevivência da espécie. O foco é manter e expandir essas populações de modo saudável, enquanto trabalham-se esforços para recuperar as áreas de alimentação na Andamã.

Novos levantamentos aéreos identificaram 30 dugongues em duas áreas ao largo do litoral oeste de Phang Nga, sinalizando potencial retorno de indivíduos residentes e migratórios. A continuidade dos estudos e a cooperação regional são vistas como essenciais para a futura conservação da espécie.

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