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Gilmar Mendes será relator de ação do PL contra orçamento paralelo

Gilmar Mendes é sorteado relator de ADPF do PL contra orçamento paralelo, com julgamento da liminar que pode restringir exceções ao cálculo fiscal antes de 2026

PL pede que STF reconheça que exceções ao cálculo fiscal violam a Constituição e pede que Corte monitore despesas do governo. (Foto: Gustavo Moreno/STF)
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  • O ministro Gilmar Mendes foi sorteado relator de uma ADPF do PL que acusa o governo Lula de manter um “orçamento paralelo”; o protocolo ocorreu na quarta-feira, quatro, e o sorteio na segunda-feira, nove.
  • A ação pede ao STF o reconhecimento de que as exceções aos cálculos da meta fiscal violam a Constituição, afirmando que isso “reduz artificialmente o esforço fiscal” e fragiliza o nexo entre metas, execução e dívida.
  • O PL também solicita liminar para impedir as exceções, argumentando risco de aumento de gastos fora do cálculo fiscal com o início do ciclo eleitoral de dois mil e vinte e seis.
  • Ainda há a possibilidade de o STF criar mecanismos de monitoramento, transformando o caso em uma nova ação estrutural para determinar a execução ou o fim de políticas públicas.
  • O tribunal já atua com ações estruturais em outros temas, como o Marco Temporal das terras indígenas, e Mendes já conduz casos nesse formato.

Gilmar Mendes foi definido como relator de uma ação do PL que aponta a existência de um “orçamento paralelo” no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ADPF foi protocolada na quarta-feira (4); o sorteio do relator ocorreu nesta segunda-feira (9) no STF.

O PL reivindica que o Supremo reconheça que as exceções aos cálculos da meta fiscal e do arcabouço fiscal violam a Constituição. A legenda afirma que a multiplicidade de exceções reduz o esforço fiscal, dificulta a estabilização da dívida e fragiliza o nexo entre metas, execução e trajetória da dívida.

Aguarda-se a análise da liminar solicitada pelo PL para impedir as exceções. O partido aponta risco de aumento de gastos fora do cálculo fiscal com o início do ciclo eleitoral de 2026, quando, segundo alega, há incentivos à expansão de gastos.

Potenciais desdobramentos

Caso acolhido, o STF poderia criar mecanismos de monitoramento, com apoio de órgãos de controle interno e externo. A decisão poderia abrir caminho para fases seguintes de atuação, ainda que não haja conclusão sobre o mérito.

O pleito pode integrar o conjunto de ações estruturais já em tramitação no tribunal. Nesse tipo de medida, o STF determina a execução ou o fim de políticas públicas e acompanha sua implementação.

Contexto institucional

Gilmar Mendes já atua como relator de outras ações estruturais no STF. Entre elas, destacam-se debates sobre o compartilhamento de dados pela administração pública e o Marco Temporal das terras indígenas.

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