- Os irmãos Tate entraram com ação de revisão judicial contra a decisão de não divulgar os nomes das mulheres que os acusam de estupro e tráfico de pessoas, por temer divulgação nas redes sociais.
- As acusações contra Andrew Tate (39) envolvem três mulheres entre 2014 e 2016; Tristan Tate (37) é acusado por uma mulher entre abril de 2012 e 2016; ambos negam as acusações.
- A divulgação dos nomes foi rejeitada pela Procuradoria-Diretoria de Justiça (Crown Prosecution Service, CPS) em razão do risco real de as identidades serem publicadas nas redes sociais e de interferência na administração da justiça.
- A audiência ocorreu no High Court, com a defesa argumentando violação de direitos humanos e questionando o tratamento dado a casos de alto perfil; a decisão deve sair ainda nesta semana.
- A CPS afirmou que a prioridade é combater a violência contra mulheres e meninas e que os nomes serão informados aos irmãos apenas após eventual extradição para o Reino Unido.
Andrew e Tristan Tate entraram com pedido de revisão judicial contra a decisão do Ministério Público (CPS) de não revelar os names das mulheres que os acusam de estupro e tráfico de pessoas. A informação foi apresentada em sessão no tribunal de alta instância, envolvendo ainda a defesa e o próprio CPS. As acusações formais foram autorizadas em março de 2024.
Os advogados dos irmãos argumentam que manter as identidades em sigilo prejudica a defesa e viola direitos humanos. Eles afirmam que o CPS utilizou uma abordagem “inédita” e questionam o manejo do caso, inclusive o tratamento em relação ao caráter dos acusados. Tristan Tate tem 37 anos e Andrew, 39, negam as acusações.
Os nomes das supostas vítimas continuam indisponíveis aos Tate e aos seus representantes. O CPS justificou o sigilo afirmando risco real de divulgação das identidades nas redes sociais e possível interferência na justiça. As acusações referem-se a crimes ocorridos entre 2012 e 2016, para ambos os irmãos.
O Ministério Público destacou o alcance dos Tate nas redes sociais, com Andrew Tate mantendo milhões de seguidores. Em listagem apresentada ao tribunal, o DPP alegou que a divulgação poderia colocar as vítimas em situação de risco e gerar pressão indevida para influenciar o processo.
Os advogados dos Tate contestaram que a autoridade não demonstrou que as vítimas seriam particularmente vulneráveis e afirmaram que a proteção de dados não justifica a exclusão de informações essenciais aos réus. A defesa argumenta que a decisão é desigual em comparação com casos de alta notoriedade.
O juiz responsável disse que emitirá uma decisão por escrito até o fim da semana. Enquanto isso, o CPS reiterou seu compromisso com o combate à violência contra mulheres e meninas e informou que aguardava a decisão do tribunal para definir os próximos passos.
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