- Em Santiago, a Justiça condenou três ex-agentes da Dina, polícia secreta de Augusto Pinochet, pelo assassinato de Ronni Karpen Moffitt e Orlando Letelier em Washington, em setembro de mil-novecentos-setenta e seis.
- Pedro Espinoza, José Zara e Raúl Iturriaga foram sentenciados a quinze anos de prisão pela participação no crime.
- A operação foi liderada pelo então chefe da Dina, Manuel Contreras, e envolveu planos de execuções extrajudiciais no exterior.
- O atentado ocorreu na Massachusetts Avenue Northwest, em Washington, quando os dois ocupavam o caminho para o trabalho; o caso já havia sido objeto de investigações que remontam a outras autoridades chilenas.
- A decisão coincide com décadas de tentativas de fazer justiça nos crimes da ditadura, que ficaram marcados pelas repressões tanto no Chile quanto no exterior.
A Justiça chilena condenou três ex-agentes da Dina, polícia secreta de Augusto Pinochet, pelo assassinato de dois norte-americanos em Washington, DC, em 1976. A sentença foi proferida em Santiago, envolvendo o caso de Letelier e Moffitt. Os condenados receberam 15 anos de prisão cada.
Segundo o veredito, Pedro Espinoza, José Zara e Raúl Iturriaga integraram o grupo responsável pelo atentado com carro-bomba na Massachusetts Avenue, que matou Orlando Letelier e Ronni Karpen Moffitt. A operação foi planejada para execuções extrajudiciais em solo estrangeiro.
A Justiça concluiu que o esquema foi liderado pelo então chefe da Dina, Manuel Contreras, e incluía vigilância prévia de Letelier, ex-ministro chileno e embaixador nos EUA. Outros militares foram julgados na década de 1990; Townley já havia admitido participação.
Valdés, ex-embaixador do Chile em Washington, informou pelas redes sociais que a justiça levou décadas para chegar. O caso ganhou atenção internacional e afetou as relações entre Chile e EUA, que já haviam apoiado o regime de Pinochet.
Contexto histórico
No atentado, Letelier e Moffitt circulavam pela capital americana quando o veículo explodiu, em 21 de setembro de 1976. Letelier havia sido crítico ao regime; Moffitt trabalhava no Institute for Policy Studies. A investigação remonta a décadas de impunidade.
Desdobramentos recentes
Até então, outras autoridades chilenas já tinham sido julgadas por crimes de Direitos Humanos ligados ao regime. A decisão atual reabre o capítulo sobre cooperação internacional em casos de violência política.
A família de Moffitt reagiu às sentenças, destacando a importância da memória e da responsabilização. A comunidade internacional acompanhou o desfecho, mantendo o foco em responsabilidades passadas do regime de Pinochet.
Entre na conversa da comunidade