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Julgamento do caso Gritzbach é anulado e terá de recomeçar

Julgamento de três policiais por morte de empresário delator do PCC é anulado; novo júri precisará recomeçar após protesto da defesa

O empresário Vinícius Gritzbach foi morto em novembro de 2024. Foto: Reprodução/TV Record
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  • O júri de três policiais militares acusados pela morte do empresário Vinícius Gritzbach foi anulado após a defesa deixar o plenário, dissolvendo o conselho de sentença.
  • Um novo julgamento será realizado, mas ainda não há data definida.
  • Gritzbach era réu por homicídio e delator do Primeiro Comando da Capital; ele foi morto em oito de novembro de dois mil e vinte e quatro, no Terminal Dois do Aeroporto de Guarulhos.
  • Nesta segunda, sete testemunhas da acusação foram ouvidas, mas os depoimentos devem ser refeitos devido à invalidação.
  • Os réus são o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues, que permanecem presos; além da morte de Gritzbach, são acusados pela morte do motorista Celso Novais e ferimentos a duas pessoas.

O júri responsável pelo julgamento de três policiais militares acusados de participação na morte do empresário Vinícius Gritzbach foi anulado nesta segunda-feira (22). A defesa abandonou o plenário após desentendimento com o promotor, o que levou à dissolução do conselho de sentença. Um novo júri deverá ser formado, porém ainda sem data definida.

Gritzbach era réu por homicídio e estava ligado a investigações de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Antes de ser morto, em 8 de novembro de 2024, ele havia firmado delação premiada com o Ministério Público, apontando nomes de pessoas associadas ao PCC e também acusando policiais de corrupção.

A morte ocorreu no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na área de desembarque. Nesta segunda, sete testemunhas da acusação foram ouvidas. Com a invalidação do júri, esses depoimentos precisarão ser refeitos para o novo julgamento.

Entre os réus estão o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues, todos presos. Além da participação na execução de Gritzbach, eles são acusados pela morte do motorista de aplicativo Celso Novais, que passava pelo local, e pelo ferimento de duas pessoas atingidas por estilhaços.

Novo julgamento e próximos passos

O processo deverá retornar à fase de instrução, com definição de datas para o novo julgamento. Até o momento, não há confirmação sobre local ou cronograma definitivo para a reabertura do caso. As alegações contra os policiais envolvem atuação no esquema ligado ao PCC.

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