- Parlamentares pedem que a Fujitsu faça pagamento imediato para a conta de indenizações às vítimas do Horizon, num montante relacionado aos custos de £1,5 bilhão.
- O presidente do comitê de negócios e comércio, Liam Byrne, diz que justiça demorou demais e cobra ação urgente do governo para encerrar todos os casos pendentes até o fim do ano.
- O escândalo envolve o software Horizon fornecido pela Fujitsu à Post Office britânica, que levou a operações judiciais contra operadores por supostas discrepâncias contábeis.
- Existem três esquemas de compensação para as vítimas: Horizon shortfall scheme (HSS), ordem de litígio em grupo e o Horizon convictions redress scheme. O HSS é o maior e oferece pagamentos fixos ou superiores mediante recurso.
- A Fujitsu anunciou que seu presidente, Hidenori Furuta, renunciou; a empresa afirma que contribuirá para a indenização conforme acordo com o governo, ainda sem detalhar cronograma. O governo disse que há progresso, mas que existem casos complexos que precisam ser resolvidos rapidamente.
Líder da comissão do parlamento cobra pagamento imediato de Fujitsu para vítimas do Horizon. A empresa japonesa é apontada como peça central do escândalo de TI que envolve a Post Office. O apelo ocorre semanas após novos dados sobre o caso.
Liam Byrne, deputado do Labour e presidente da comissão de negócios, afirma que justiça tardia vira injustiça para muitas vítimas. Ele pediu ao governo que mobilize recursos para encerrar todas as pendências ainda este ano. A cobrança é para acelerar as compensações.
Fujitsu forneceu o software Horizon à Post Office, cuja falha levou a acusações indevidas contra operadores de balcão. O caso é descrito como uma das maiores falhas de justiça da história britânica, com milhares de pessoas buscando reparação.
Contexto do caso e medidas em curso
A empresa está em tratativas com o governo para um acordo, mas ainda não aportou recursos para o bill estimado em 1,5 bilhão de libras, custeado pelos contribuintes britânicos. Fujitsu reconhece a necessidade de contribuir, afirmando que a decisão ficará alinhada ao relatório da comissão de investigação.
Existem três regimes de reparação relativos ao Horizon: o Horizon Shortfall Scheme (HSS), o grupo de litígio e o Horizon convictions redress scheme. O HSS é o principal e oferece, em muitos casos, 75 mil libras fixas, com possibilidade de valores maiores mediante recurso.
Em março, a comissão constatou que as ofertas de reparação sofriam alterações frequentes após recursos. O relatório também indicou uma postura adversarial entre a Post Office e os requerentes. O segundo volume do relatório da comissão deve detalhar falhas do Horizon e culturas da Post Office e da Fujitsu.
O inquérito público, comandado pelo juiz aposentado Wyn Williams, já apontou práticas prejudiciais ao objetivo de reparação. Não há data definida para a divulgação da parte final do relatório.
A pressão sobre Fujitsu coincide com a saída de seu presidente, Hidenori Furuta, após a constatação de conduta inadequada relacionada a questões envolvendo mulheres. A direção informou que a contribuição da empresa para reparação depende do desfecho do inquérito.
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