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PGR defende levar investigação da Abin paralela à primeira instância

PGR defende envio à primeira instância das investigações da Abin paralela, envolvendo 36 indiciados; decisão fica com o ministro Alexandre de Moraes

Gonet afirmou que único investigado com foro no caso "Abin paralela" era Bolsonaro, que já teve sua conduta analisada na ação penal do golpe. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
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  • A Procuradoria-Geral da República pediu que os fatos remanescentes da investigação da “Abin paralela” sejam encaminhados à primeira instância, não ao Supremo Tribunal Federal.
  • Os investigados sem foro por prerrogativa de função, incluindo Carlos Bolsonaro, passaram a orientar o pedido da PGR para declínio de competência.
  • A Polícia Federal indiciou 36 pessoas no relatório final do caso; Jair Bolsonaro não foi indiciado, pois já respondia a outra ação penal.
  • A PGR afirma que os ilícitos não guardam relação imediata com autoridades com foro especial, justificando a mudança de instância.
  • O caso depende da decisão do ministro relator Alexandre de Moraes; se acatado, as investigações sobre os 36 indiciados vão para a primeira instância.

A Procuradoria-Geral da República pediu o envio, à primeira instância, dos fatos remanescentes da investigação sobre a Abin paralela, realizada entre 2019 e 2022. O objetivo é tentar julgar os investigados sem foro especial.

Entre os citados, estão pessoas sem prerrogativa de função no STF, incluindo Carlos Bolsonaro (PL). Jair Bolsonaro, ex-presidente, não foi indiciado por já responder a ação relacionada a suposta tentativa de golpe.

Há um ano, a Polícia Federal indiciou 36 pessoas no relatório final. A PGR sustenta que os crimes não guardam relação imediata com autoridades com foro especial, justificando o declínio de competência.

Abin paralela

A PF identificou indícios de organização criminosa, invasão de dispositivos, interceptação clandestina e corrupção. Também houve apontamentos de prevaricação e desvios na aquisição de ferramentas digitais.

Segundo a PGR, o grupo reunia policiais cedidos à PF e oficiais de inteligência sob o comando de Alexandre Ramagem, então diretor-geral da Abin. O núcleo seria uma central de contrainteligência com fins políticos.

A investigação aponta uso do sistema FirstMile para monitoramento de opositores e para a produção de conteúdos considerados fake news. A finalidade seria defender o grupo político do então presidente Bolsonaro.

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