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Naomi Campbell recorre de proibição, contestando ser inapta a gerir caridade

Tribunal mantém a proibição de Naomi Campbell atuar como trustee de caridade por cinco anos, por má gestão da Fashion for Relief

Naomi Campbell arrives at a tribunal in London for a hearing in an appeal against her charity commission ban on Tuesday 16 June.
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  • A Charity Commission afirmou, em tribunal, que Naomi Campbell é “inepta” para gerir uma instituição de caridade, após afirmar que ela “abdicou completamente” de suas funções como conselheira da Fashion for Relief.
  • A comissão também disse que Campbell foi “altamente culpada” pela má gestão e uso indevido de recursos da organização, que foi encerrada em março de 2024 por insolvência.
  • O tribunal ouve que Campbell delegou a supervisão a uma fellow trustee e não acompanhou de perto o funcionamento da instituição, mesmo diante de problemas identificados.
  • A defesa de Campbell sustenta que houve fraude contra ela, por Bianka Hellmich, que teria falsificado documentos e mantido Campbell desinformada sobre as finanças; Campbell nega má-fé.
  • O relatório da investigação aponta pagamento de milhares de libras por uso de hotéis, passagens, spa e cigarro, e que parcerias beneficentes, como Save the Children, receberam apenas 10% dos recursos. Hellmich e Veronica Chou foram banidas de atuar como trustee por períodos de nove e quatro anos, respectivamente. A oitiva segue.

Naomi Campbell é considerada inapta para gerir uma ONG após a suposta abdicação total de suas funções de tutora do projeto Fashion for Relief, encerrado em 2024, segundo a Charity Commission. O órgão fiscalizador informou a um tribunal que a modelo foi “altamente culpada” pela má gestão e uso indevido de recursos da entidade.

A comissão afirma que Campbell demonstrou ausência de competência esperada de uma tutora ao delegar a supervisão a outra conselheira e ao não se envolver de forma adequada, mesmo com surgimento de problemas. A defesa nega as acusações, argumentando que a agência tratou Campbell como alvo de notoriedade e que ela foi vítima de fraude.

O caso diante do tribunal

Fashion for Relief, criada em 2015 para arrecadar fundos para projetos anti-pobreza, encerrou suas atividades em março de 2024 após avaliação de gerentes indicados pela comissão, que apontaram insolvência. A investigação da Charity Commission detalha gestão financeira falha, registro confuso e falta de documentos, incluindo ausência de recibos e atas de reuniões.

A comissão relatou ainda custos atribuídos a Campbell, como estadias em hotéis, voos, spas e cigarros, totalizando valores significativos. Em cinco anos, a ONG arrecadou cerca de £ 4,8 milhões, mas doar seus parceiros beneficentes recebeu apenas 10% dos recursos.

Defesa de Campbell e próximos passos

Advogados de Campbell contestaram as acusações, alegando fraude externa e erro honesto, sem benefício pessoal. Eles defenderam que a tutora confiou em Hellmich, que teria forjado documentos e mantido Campbell alheia às finanças. Campbell sustenta ter agido de boa-fé e não ter obtido vantagem própria.

A equipe jurídica da comissão afirma que Campbell deveria ter supervisionado ativamente as operações, independentemente de sua residência nos EUA. O tribunal ouviu depoimentos na terça-feira, com a defesa argumentando que a comissão busca, de maneira excessiva, manter um “logro público” sobre Campbell.

Posições sobre responsabilidade e resultados

Segundo a defesa, o erro de Campbell decorreu de uma dependência confiável de Hellmich, que já foi acusada de desvio financeiro. Hellmich devolveu uma soma não autorizada à organização, e a Comissão informou que a fraude está sendo encaminhada às autoridades. O tribunal segue em andamento.

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