- Ben Roberts-Smith conseguiu modificar a fiança para poder participar da abertura do Anzac Hall no Australian War Memorial, em Canberra.
- Ele não pôde ir a uma parada militar de formatura nem à after-party ao norte de Sydney, por receios de interação com o alegado criminoso de guerra Oliver Schulz.
- O ex-soldado da SAS, de 47 anos, é acusado de murderar ou ordenar a morte de cinco pessoas desarmadas entre 2009 e 2012 no Afeganistão.
- A decisão permitiu sua presença na abertura, em 23 de junho, mas proibiu mencionar o caso contra ele ou Schulz durante o evento.
- O Ministério Público não se opôs à participação na abertura, nem à parada militar, mas discordou de uma after-party em Newcastle devido aos riscos de celebração com álcool.
Ben Roberts-Smith conseguiu alterar a fiança para poder comparecer à abertura da Anzac Hall no Australian War Memorial, em Canberra. O ex-SAS tornou-se alvo de acusações de murder not only orders to kill five detentes in Afghanistan, entre 2009 e 2012, e era inicialmente proibido de viajar. A modificação foi concedida nesta terça-feira pela justiça local.
Segundo a defesa, a mudança permite que o veterano participe da cerimônia de abertura da Anzac Hall, marcada para 23 de junho. A decisão também mantém restrições de comunicação sobre os casos envolvendo ele e o também acusado Oliver Schulz. O tribunal destacou que o evento é de honra aos veteranos.
O promotor, Simon Buchen, não se opôs à presença dele no Memorial nem à participação em uma marcha militar para ver a formatura de um familiar em Singleton, no dia 26 de junho. Porém, o promotor sugeriu impedir a participação em uma festa de confraternização em Newcastle devido a riscos de contato com Schulz.
Roberts-Smith foi preso em abril e negou as acusações, afirmando ter agido conforme seus valores, treinamento e regras de engajamento. Ele foi libertado sob fiança após o pai pagar uma caução de 250 mil dólares, conforme divulgado na época.
Antes da audiência, o ex-SAS manifestou, aos jornalistas, que reconhece a importância de ver a família e retornar ao seu endereço. Também pediu autorização para mudar o endereço residencial para ficar mais próximo dos familiares, conforme argumentado por seus advogados.
A defesa sustenta que o veterano poderia cumprir as obrigações legais, incluindo a entrega regular a uma delegacia em Queensland, sem precisar se deslocar a NSW. O Ministério Público, por outro lado, ressaltou a necessidade de supervisionar qualquer visita sem facilitar encontros com Schulz.
O caso envolve acusações graves sobre supostos assassinatos de prisioneiros afegãos durante operações militares entre 2009 e 2012, com alegações de encobrimento e uso de fogo para justificar mortes. Roberts-Smith não constituiu defesas formais até o momento e aguarda o futuro julgamento.
A próxima audiência para discutir a possível nova mudança de residência está marcada para a próxima semana, quando o tribunal avaliará se ele deve manter a saída prevista para NSW ou seguir alternativas para cumprir as obrigações de fiança.
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