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Caso Marielle: Zanin vota com Moraes para negar recursos de condenados

Zanin acompanha Moraes e vota pela rejeição dos recursos de condenados no caso Marielle; placar fica 2 a 0

O ministro Cristiano Zanin, do STF, durante julgamento da trama golpista
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  • O ministro Cristiano Zanin acompanhou o voto de Alexandre de Moraes para rejeitar os recursos apresentados pelos condenados na ação de Marielle Franco e Anderson Gomes, mantendo o placar em dois a zero a favor da rejeição.
  • Os demais membros da Primeira Turma têm até a próxima sexta-feira para se manifestar; ainda faltam os votos de Flávio Dino e Cármen Lúcia.
  • Advogados alegaram omissões e contradições no processo, mas Moraes rebateu, citando, entre outros pontos, acesso extemporâneo a provas e veto ao depoimento de duas promotoras do Ministério Público do Rio de Janeiro.
  • Domingos Brazão, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, criticou a atipicidade do crime de pertencimento a organização criminosa, mantendo que não havia relação dele com a milícia. Moraes afirmou que a defesa busca negar provas já avaliadas pela Corte.
  • As condenações já aplicadas envolvem cinco réus, com a indenização de setenta milhões de reais às vítimas e familiares; entre os condenados estão Domingos e Chiquinho Brazão, além de outros envolvidos.

O ministro Cristiano Zanin, do STF, acompanhou o voto de Alexandre de Moraes para rejeitar os recursos apresentados pelos condenados na ação penal que investiga o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018. A votação ocorreu na Primeira Turma, no STF.

Com o voto de Zanin, o placar fica em 2 a 0 pela rejeição dos recursos das defesas. Ainda faltam manifestações de Flávio Dino e Cármen Lúcia, com prazo até a próxima sexta-feira. Os ministros decidiram questões processuais e de admissibilidade.

Advogados questionaram omissões e contradições, inclusive suposto acesso extemporâneo a provas durante a instrução e veto ao depoimento de duas promotoras do MP-RJ. Moraes rebateu as questões, apontando que os embargos de declaração não cabem para discutir provas já avaliadas.

Votos e embargos

Domingos Brazão, ex-conselheiro do TCE-RJ, criticou a suposta atipicidade de crime de pertencimento a organização criminosa e negou vínculo com milicianos. Moraes afirmou que a defesa busca desviar a análise de provas já examinadas pela corte.

Condenado na mesma ação, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão integra o grupo apontado como mandante dos homicídios. Moraes mencionou que ele e o irmão atuavam como milícia, conforme o julgamento.

Advogados também contestaram indenizações. Cinco condenados devem pagar cerca de 7 milhões de reais às vítimas e familiares, valor fundamentado pela extensão do dano e pela situação econômica dos réus.

Penalidades e próximos passos

A decisão manteve condenações já proferidas, incluindo a dos irmãos Brazão, que receberam penas somadas de 76 anos e três meses de prisão, além de multa equivalente a 400 salários mínimos. Eles eram responsabilizados por homicídios, tentativa de homicídio e organização criminosa.

Ainda estão sob julgamento outros réus, como Ronald Alves de Paula, Robson Calixto e o delegado Rivaldo Barbosa, além de Lessa e Queiroz, já condenados anteriormente. O caso segue com o STF avaliando recursos e eventual andamento processual.

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