- Trabalhadores terceirizados da Fundac que atuam na Rádio e TV Justiça entrarão em greve na segunda-feira, 15, cobrando salários atrasados, vale-alimentação e regularização de repasses de pensões descontadas em folha.
- Assembleia na quarta-feira, 10, reuniu 80 profissionais, todos votando pela paralisação.
- STF afirmou que não tem responsabilidade sobre as obrigações trabalhistas da empresa contratada e informou que espera que os serviços sejam prestados conforme combinado até o fim.
- O tribunal mantém três contratos com a Fundac, somando R$ 26,8 milhões: R$ 22,8 milhões para operação e produção da Rádio Justiça e da TV Justiça; R$ 2,9 milhões para apoio técnico em comunicação social; R$ 1 milhão para apoio técnico em design gráfico e digital.
- A interrupção pode suspender a transmissão da TV Justiça e da Rádio Justiça; a Gazeta do Povo entrou em contato com a Fundac, que permanece aberta a manifestação.
A greve de terceirizados da TV Justiça foi anunciada para começar na próxima segunda-feira, 15 de junho. Profissionais da Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac) que atuam na Rádio e TV Justiça, vinculados ao STF, vão paralisar as atividades para cobrar salários atrasados, vale-alimentação e regularização de repasses de pensões descontadas em folha.
Segundo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF), a decisão ocorreu em assembleia nesta quarta-feira, 10 de junho, com a participação de 80 trabalhadores. Todos votaram pela paralisação.
Contratos e repasses do STF
O STF mantém três contratos ativos com a Fundac, totalizando 26,8 milhões de reais em repasses. Entre eles estão 22,8 milhões para operação e produção da Radio Justiça e da TV Justiça; 2,9 milhões para apoio técnico em comunicação social, jornalismo e reportagem fotográfica; e 1 milhão para apoio técnico em design gráfico e digital.
A interrupção poderá afetar a transmissão dos conteúdos da TV Justiça e da Rádio Justiça. O STF informou que não se responsabiliza pelas obrigações trabalhistas da empresa contratada e espera a continuidade dos serviços conforme o acordo vigente.
Impactos e contexto
A ausência de resolução pode comprometer a continuidade operacional das emissoras e a disponibilidade de informações públicas da comunicação institucional vinculada ao STF. O SJPDF afirma que a paralisação impacta a imagem institucional e o acesso da população a informações transparentes.
Hoje, a TV Justiça transmite julgamentos do STF e de outras cortes, além de conteúdos institucionais. Há debates sobre a reforma do formato de transmissão, com argumentos de que a divulgação audiovisual pode influenciar a compreensão de decisões judiciais.
Contato com a Fundac
A Gazeta do Povo solicitou posicionamento da Fundac, que permanece aberta a manifestações oficiais. O portal não divulga contatos de terceiros, apenas as informações oficiais disponíveis.
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