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Ação na Flórida aponta prisão indevida após erro de reconhecimento facial com IA

Ação civil em Fort Myers acusa departamentos de polícia pela prisão injusta de homem identificado por falha de reconhecimento facial de inteligência artificial; acusações foram retiradas

Police officers patrol the beach in Jacksonville Beach, Florida, on 18 April 2020.
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  • Um homem da Flórida processa várias autoridades por prisão e processação injustas após identificação incorreta por reconhecimento facial por IA, usado pela polícia de Jacksonville Beach.
  • Robert Dillon foi preso em casa, em Fort Myers, a mais de 300 milhas de distância, após a polícia identificar sua foto em vídeo de um McDonald’s como alguém que tentava persuadir uma criança menor de 12 anos a sair com ele.
  • As acusações foram retiradas e o caso foi arquivado em agosto de 2024; Dillon agora move ação contra a prefeitura de Jacksonville Beach, a secretaria de polícia local e o sheriff do condado de Pinellas, cuja agência opera o sistema Faces (Face Analysis Comparison and Examination).
  • A ACLU afirma que a investigação resultou na prisão e no processamento injustificados de um homem inocente, com danos reputacionais e exposição pública de uma foto policial.
  • A ação menciona que Dillon não esteve próximo da cidade, que leitores de placas e imagens de câmeras indicaram que seus veículos não estavam perto do local, e acusações de omissão de evidências exculpatórias no mandado de prisão.

Robert Dillon foi preso em casa, na Flórida, sob a acusação de tentar levar uma criança após ter sido identificado por software de reconhecimento facial como suspeito. A detenção ocorreu apesar de Dillon viver a mais de 480 km de distância, em Fort Myers, e ter negado qualquer ligação com Jacksonville Beach.

Segundo a polícia de Jacksonville Beach, o algoritmo apontou 93% de probabilidade de correspondência com as imagens de câmeras de segurança de um McDonald’s local, envolvendo a suposta tentativa de atração de uma menina menor de 12 anos. Dillon afirmou não ter ido a Jacksonville Beach em sua vida.

As acusações foram rompidas e a ação penal encerrada em agosto de 2024. Agora, Dillon apresenta uma ação civil contra a prefeitura de Jacksonville Beach, o gabinete do xerife da cidade e o xerife do condado de Pinellas, cuja unidade opera o sistema Faces (Face Analysis Comparison and Examination) e o disponibiliza a outras autoridades.

A ação, movida pela ACLU em nome de Dillon, sustenta que a investigação provocou a prisão e o processo indevidos, além de danos reputacionais com o uso de uma foto de baixa qualidade. O documento descreve falhas no uso da tecnologia de reconhecimento facial, inclusive a ausência de contraprovas que afastariam a suspeita, e aponta omissões relevantes no relatório policial.

O processo também afirma que leitores de placas indicaram que Dillon não possuía veículos próximos ao local do suposto crime, e que a linha de montagem de evidências favoreceu a conclusão já tomada pela equipe. A ACLU afirma que esse tipo de erro não é isolado e já aparece em casos envolvendo identificação falsa.

Caso similar já havia sido registrado previamente, com pessoas extraditadas ou presas com base em identificações equivocadas ligadas a reconhecimento facial automatizado. A instituição ressalta a necessidade de salvaguardas para evitar abusos e pressões indevidas sobre investigações futuras.

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