- Um homem da Flórida processa várias autoridades por prisão e processação injustas após identificação incorreta por reconhecimento facial por IA, usado pela polícia de Jacksonville Beach.
- Robert Dillon foi preso em casa, em Fort Myers, a mais de 300 milhas de distância, após a polícia identificar sua foto em vídeo de um McDonald’s como alguém que tentava persuadir uma criança menor de 12 anos a sair com ele.
- As acusações foram retiradas e o caso foi arquivado em agosto de 2024; Dillon agora move ação contra a prefeitura de Jacksonville Beach, a secretaria de polícia local e o sheriff do condado de Pinellas, cuja agência opera o sistema Faces (Face Analysis Comparison and Examination).
- A ACLU afirma que a investigação resultou na prisão e no processamento injustificados de um homem inocente, com danos reputacionais e exposição pública de uma foto policial.
- A ação menciona que Dillon não esteve próximo da cidade, que leitores de placas e imagens de câmeras indicaram que seus veículos não estavam perto do local, e acusações de omissão de evidências exculpatórias no mandado de prisão.
Robert Dillon foi preso em casa, na Flórida, sob a acusação de tentar levar uma criança após ter sido identificado por software de reconhecimento facial como suspeito. A detenção ocorreu apesar de Dillon viver a mais de 480 km de distância, em Fort Myers, e ter negado qualquer ligação com Jacksonville Beach.
Segundo a polícia de Jacksonville Beach, o algoritmo apontou 93% de probabilidade de correspondência com as imagens de câmeras de segurança de um McDonald’s local, envolvendo a suposta tentativa de atração de uma menina menor de 12 anos. Dillon afirmou não ter ido a Jacksonville Beach em sua vida.
As acusações foram rompidas e a ação penal encerrada em agosto de 2024. Agora, Dillon apresenta uma ação civil contra a prefeitura de Jacksonville Beach, o gabinete do xerife da cidade e o xerife do condado de Pinellas, cuja unidade opera o sistema Faces (Face Analysis Comparison and Examination) e o disponibiliza a outras autoridades.
A ação, movida pela ACLU em nome de Dillon, sustenta que a investigação provocou a prisão e o processo indevidos, além de danos reputacionais com o uso de uma foto de baixa qualidade. O documento descreve falhas no uso da tecnologia de reconhecimento facial, inclusive a ausência de contraprovas que afastariam a suspeita, e aponta omissões relevantes no relatório policial.
O processo também afirma que leitores de placas indicaram que Dillon não possuía veículos próximos ao local do suposto crime, e que a linha de montagem de evidências favoreceu a conclusão já tomada pela equipe. A ACLU afirma que esse tipo de erro não é isolado e já aparece em casos envolvendo identificação falsa.
Caso similar já havia sido registrado previamente, com pessoas extraditadas ou presas com base em identificações equivocadas ligadas a reconhecimento facial automatizado. A instituição ressalta a necessidade de salvaguardas para evitar abusos e pressões indevidas sobre investigações futuras.
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