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Mulher australiana ligada ao ISIS vivia com adolescente escravizada diz tribunal

Mulher australiana ligada ao Estado Islâmico vivia com escrava adolescente que sofreu violência pelo pai, segundo depoimento no tribunal de Melbourne

A court sketch depicts Zeinab Ahmad at Melbourne Magistrates Court in Melbourne on Thursday, 4 June, 2026.
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  • Zeinab Ahmad, de trinta e um anos, está em Melbourne, pedindo fiança a um mês de ter sido acusada de escravidão.
  • A polícia federal Australiana afirma que Ahmad deixou Melbourne com o marido para a Turquia em novembro de 2014 e, depois, mudou-se para a Síria em janeiro de 2015.
  • O marido, Dawod, morreu em um ataque drone na Síria em maio de 2016; Ahmad tería feito publicações em redes sociais elogiando o ocorrido.
  • Ahmad e a mãe, Kawsar, retornaram à Austrália em maio; Ahmad foi presa no aeroporto de Melbourne e acusada de escravização e uso de escrava.
  • A acusação afirma que, na Síria, o pai de Ahmad comprou uma adolescente como escrava por US$ 10.000, que foi repetidamente espancada e abusada; a jovem foi vendida várias vezes antes de ser liberta.

Australian woman linked to Islamic State heads to court for bail as details emerge sobre a vida sob domínio do grupo. Zeinab Ahmad, 31, é acusada de escravizar pessoas e manter vínculos com membros da IS. O caso foi levado a um tribunal de Melbourne.

Os investigadores afirmam que Ahmad deixou Melbourne com o marido, Dawod, em novembro de 2014 com destino à Turquia, planejando ficar sete meses. Em janeiro de 2015, o casal teria se deslocado para a Síria.

Dawod chegou a tornar-se membro da IS e morreu em um ataque de drone em maio de 2016. Segundo a polícia, Ahmad publicou depois que Dawod viveu o sonho de martírio e fez postagens contra os Estados Unidos e aliados.

A polícia diz que Ahmad morava na casa da família na Síria em 2017, quando o pai, Mohammad, adquiriu uma menina adolescente como escrava por US$ 10 mil. A garota teria sido repetidamente agredida e estuprada.

Segundo o relato, a adolescente viveu com a família Ahmad por 16 meses e foi vendida diversas vezes até ser libertada em 2018. A jovem declarou ter passado por maus-tratos graves.

Ahmad e a mãe, Kawsar, 52, retornaram à Austrália em maio e foram detidas no aeroporto de Melbourne. As acusações são de escravização e uso de escravo, entre outras.

Desdobramentos

As autoridades destacam que Ahmad não renunciou explicitamente à IS e continuava ligada ao grupo em território sírio. Em Melbourne, o promotor argumenta que ela representa risco à segurança pública, grupo que sustentou vínculos com outros membros da IS. O caso segue com a defesa buscando a fiança, prevista para ser analisada novamente.

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