- Zeinab Ahmad, de trinta e um anos, está em Melbourne, pedindo fiança a um mês de ter sido acusada de escravidão.
- A polícia federal Australiana afirma que Ahmad deixou Melbourne com o marido para a Turquia em novembro de 2014 e, depois, mudou-se para a Síria em janeiro de 2015.
- O marido, Dawod, morreu em um ataque drone na Síria em maio de 2016; Ahmad tería feito publicações em redes sociais elogiando o ocorrido.
- Ahmad e a mãe, Kawsar, retornaram à Austrália em maio; Ahmad foi presa no aeroporto de Melbourne e acusada de escravização e uso de escrava.
- A acusação afirma que, na Síria, o pai de Ahmad comprou uma adolescente como escrava por US$ 10.000, que foi repetidamente espancada e abusada; a jovem foi vendida várias vezes antes de ser liberta.
Australian woman linked to Islamic State heads to court for bail as details emerge sobre a vida sob domínio do grupo. Zeinab Ahmad, 31, é acusada de escravizar pessoas e manter vínculos com membros da IS. O caso foi levado a um tribunal de Melbourne.
Os investigadores afirmam que Ahmad deixou Melbourne com o marido, Dawod, em novembro de 2014 com destino à Turquia, planejando ficar sete meses. Em janeiro de 2015, o casal teria se deslocado para a Síria.
Dawod chegou a tornar-se membro da IS e morreu em um ataque de drone em maio de 2016. Segundo a polícia, Ahmad publicou depois que Dawod viveu o sonho de martírio e fez postagens contra os Estados Unidos e aliados.
A polícia diz que Ahmad morava na casa da família na Síria em 2017, quando o pai, Mohammad, adquiriu uma menina adolescente como escrava por US$ 10 mil. A garota teria sido repetidamente agredida e estuprada.
Segundo o relato, a adolescente viveu com a família Ahmad por 16 meses e foi vendida diversas vezes até ser libertada em 2018. A jovem declarou ter passado por maus-tratos graves.
Ahmad e a mãe, Kawsar, 52, retornaram à Austrália em maio e foram detidas no aeroporto de Melbourne. As acusações são de escravização e uso de escravo, entre outras.
Desdobramentos
As autoridades destacam que Ahmad não renunciou explicitamente à IS e continuava ligada ao grupo em território sírio. Em Melbourne, o promotor argumenta que ela representa risco à segurança pública, grupo que sustentou vínculos com outros membros da IS. O caso segue com a defesa buscando a fiança, prevista para ser analisada novamente.
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