- Um corpo foi encontrado na quinta-feira durante as buscas pela menina Lyhanna, 11 anos, desaparecida há uma semana perto de Fleurance, no sudoeste da França.
- O principal suspeito é um homem de 41 anos, pai de dois, detido pela investigação; ele admite ter dado uma carona, mas afirma ter deixado a menina em um local seguro.
- A polícia já havia recebido denúncias anteriores de estupro envolvendo o suspeito, que foram arquivadas em diferentes momentos, segundo a Procuradoria.
- O caso gerou indignação e levantou perguntas sobre a condução das investigações e a avaliação de testemunhos de vítimas; o ministro do Interior pediu apuração ao Ministério da Justiça.
- Uma nova queixa de estupro de menor foi registrada na última semana, segundo a Procuradoria, e ativistas defendem mudanças legais para impedir falhas no atendimento às vítimas.
O caso de uma menina de 11 anos desaparecida na região sudoeste da França ganhou contornos de crise nacional após a divulgação de que o principal suspeito já havia sido acusado de abusos sexuais contra crianças, sem providências tomadas. Uma corpo foi encontrado na quinta-feira, com identificação formal em andamento, segundo fonte próxima do caso. Lyhanna desapareceu na sexta-feira, perto da vila de Fleurance, após subir em carro de um homem.
O suspeito, um homem de 41 anos e pai de dois filhos, foi detido como principal investigado. Ele confirmou, após imagens de câmeras de segurança serem apresentadas, que teria oferecido carona à menina, mas afirmou ter deixado-a em um piscina. O caso mobilizou dezenas de policiais e voluntários que vasculharam a região com auxílio de cavalos, em busca de Lyhanna.
A Procuradoria revelou denúncias anteriores contra o suspeito. Em 2017, uma mãe informou relação dele com uma adolescente de 17 anos; o caso foi encerrado em 2018 após a jovem dizer que houve consentimento. Em 2022, uma queixa por estupro de menor foi encaminhada à promotoria local e descartada em 2024 por falta de provas. Em 2025, outra denúncia por abuso contra uma criança foi apresentada pela mãe de uma menina nascida em 2014; o caso foi encaminhado a Toulouse e depois ao Ministério Público local, que solicitou investigação policial em janeiro, ainda sem questionamentos ao suspeito quando Lyhanna desapareceu.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, informou que pediu ao Ministério da Justiça a realização de uma apuração sobre a condução dos casos. Ativistas da área de proteção à mulher cobraram medidas legais mais eficazes para prevenir violência sexual, destacando que novas denúncias já haviam sido apresentadas anteriormente sem desfecho. Autoridades afirmam que a investigação continua em curso e que novas informações podem surgir à medida que os apelos legais e as buscas avançam.
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