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Senado defende imunidade de Vieira em ação movida pela família de Moraes

Defesa do Senado sustenta imunidade de Alessandro Vieira após ação de familiares de Moraes por danos morais, citando declarações feitas durante CPI

Senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
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  • A defesa do Senado Federal pediu à Justiça de São Paulo a rejeição de ação por danos morais movida pela esposa e pelos filhos do ministro Alexandre de Moraes contra o senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado.
  • O processo se baseia em uma declaração de Vieira, em março, durante entrevista ao SBT News, mencionando facção criminosa e circulação de recursos entre o PCC e familiares de ministros.
  • A defesa dos Moraes alega que Vieira extrapolou a imunidade parlamentar e pediu indenização de 20 mil reais para cada autor.
  • Os advogados do Senado sustentam que as declarações estão protegidas pela imunidade parlamentar, pois foram proferidas no contexto dos trabalhos da CPI e tratam de recursos apontados, não de culpa direta atribuída aos familiares.
  • A defesa afirma que Vieira não atribuiu atividade criminosa aos familiares, limitando-se a comentar alegações sobre recursos entre o PCC e o escritório de advocacia ligado ao Banco Master.

O Senado pediu à Justiça de São Paulo a rejeição da ação de danos morais movida pela esposa e pelos filhos do ministro Alexandre de Moraes contra o relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira. A defesa foi protocolada no final de maio na 32ª Vara Cível da capital. A ação envolve uma declaração de Vieira dada em março, durante entrevista ao SBT News, que citou uma facção criminosa.

A banca que representa o Senado sustenta que as declarações de Vieira estão protegidas pela imunidade parlamentar, já que foram proferidas durante os trabalhos da CPI. Segundo os advogados, o senador não atribuiu ilícitos aos familiares do ministro, limitando-se a criticar a circulação de recursos e a emitir juízo político within o contexto da investigação.

Além disso, o escritório Barci de Moraes ajuizou a ação indenizatória, exigindo indenização de 20 mil reais para cada autor. A defesa do Senado argumenta que houve equilíbrio entre liberdade de expressão do parlamentar e o exercício de sua função pública, evitando responsabilização por opinões no âmbito da CPI.

Defesa do Senado

A petição afirma que Vieira não apresentou provas de relação direta entre a facção criminosa PCC e o escritório, apenas discutiu possíveis fluxos de recursos conforme a apuração. A peça sustenta que as afirmações visaram esclarecer debates públicos e não imputar crimes aos familiares.

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