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André Mendonça busca blindar investigações bilionárias contra pressão no STF.

Ministro acelerou investigações bilionárias no Banco Master e no INSS, buscando evitar anulações e frear pressões políticas no STF

André Mendonça na Segunda Turma do STF, onde recursos contra suas decisões podem ser julgados por Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli e Luiz Fux (Foto: Antonio Augusto/STF)
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  • Em maio de 2026, o ministro André Mendonça acelerou investigações sobre fraudes bilionárias no Banco Master e no INSS, buscando provas e tentando evitar nulidades.
  • Os alvos são o Banco Master e o esquema de descontos indevidos em aposentadorias do INSS, com bloqueios que somam até R$ 22 bilhões e dezenas de ordens de prisão e de busca e apreensão.
  • Entre os investigados aparecem o senador Ciro Nogueira, o ex-governador Cláudio Castro, além de banqueiros e um perito da Polícia Federal.
  • Há tensão no STF, com críticas de Gilmar Mendes aos métodos de Mendonça e a tentativa de manter o foco em crimes financeiros em São Paulo, diante de possíveis ligações políticas em Brasília.
  • O caso Dark Horse envolve financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro, com conversas sobre um investimento de R$ 61 milhões, e pode haver redistribuição da apuração para outro ministro.

O ministro André Mendonça acelerou, em maio de 2026, as investigações sobre supostas fraudes bilionárias no Banco Master e no INSS, com o objetivo de colher provas e evitar a anulação dos processos diante de críticas internas no STF e de movimentos políticos em Brasília.

As ações concentram-se no Banco Master, apontado por fraude financeira e cooptação de agentes públicos, e no esquema de descontos indevidos em aposentadorias do INSS. Entre os investigados aparecem o senador Ciro Nogueira, o ex-governador Cláudio Castro, bancos e um perito da Polícia Federal. Bloqueios somam 22 bilhões de reais, com dezenas de ordens de prisão e de busca e apreensão.

Principais alvos e impactos

Mendonça tem enfrentado resistência interna no STF, com críticas de colegas sobre os rumos das diligências. O ministro Gilmar Mendes questiona métodos usados e aponta risco de contaminação da Corte, dada a relação entre o dono do Banco Master e familiares de ministros. A tensão concentra-se na linha entre fraudes financeiras e associações políticas, segundo a avaliação de fontes políticas.

Mendonça tem adotado cautela jurídica para evitar nulidades processuais. Decisões passaram por ajustes de redação, retirando termos considerados excessivos, e têm sido fundamentadas em precedentes apresentados por críticos, para reforçar prisões e manter o andamento no âmbito da Segunda Turma.

Caso Dark Horse e desdobramentos

O caso Dark Horse envolve financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro. A PF detectou conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre um investimento de 61 milhões de reais. A continuidade da apuração depende de decisão sobre manutenção sob Mendonça ou redistribuição a outro ministro, o que pode influenciar o rumo do inquérito principal.

Interferência na Polícia Federal

A PF trocou o comando do caso INSS, após o pedido de quebra de sigilo bancário de um filho do presidente Lula. Mendonça abriu apuração para entender se a mudança foi para proteger investigados. A PF informou que a substituição busca aumentar a eficiência do inquérito em tribunais superiores.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.

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