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Alvo de operação por fraude em aposentadorias recebeu auxílio emergencial

Alvo da operação, Américo Monte Júnior, dono da ABCB, recebeu auxílio emergencial; investigação apura desvios de até R$ 6,3 bilhões e monitoramento eletrônico

Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). — Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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  • A nova fase da Operação Sem Desconto mira fraudes em descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, com 31 mandados de busca, oito medidas de monitoramento eletrônico e bloqueios de bens; STF autorizou as medidas.
  • Américo Monte Júnior, dono da Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), é apontado como responsável pela estrutura investigada; ele recebeu auxílio emergencial durante a pandemia e a defesa não foi localizada.
  • A ação envolve três núcleos regionais com alvos em Brasília, Recife, São Paulo e Paraíba, com mandados contra associações como Amar, Master Prev, AASP e ANDAPP.
  • As apurações apontam descontos mensais irregulares de benefícios de aposentados entre 2019 e 2024, com desvios estimados em até R$ 6,3 bilhões.
  • Parte dos investigados já responde a medidas cautelares, e há indicação de ligações com ex-servidores do INSS; alguns itens incluem monitoração eletrônica e bloqueio de bens.

Oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico foram adotadas nesta fase da Operação Sem Desconto, que mira um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias do INSS. Em Brasília, a ação envolve entidades e pessoas ligadas a associações de aposentados. A PF e a CGU conduzem os mandados com apoio do STF.

Entre os alvos, Américo Monte Júnior, dono da Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), figura como responsável pela estructura e gestão de associações investigadas. A defesa dele não foi localizada pela reportagem. O suspeito passou a ser monitorado eletronicamente.

Foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão em diferentes regiões, com atuação no Distrito Federal, Pernambuco, São Paulo e Paraíba. Os locais incluem associações de aposentados e entidades ligadas ao setor previdenciário. Os desvios podem chegar a 6,3 bilhões de reais.

A nova etapa aprofunda a apuração sobre três núcleos regionais, segundo informações da imprensa local. Entre as organizações visadas estão UNIBAP, ABENPREV, Amar, Master Prev, AASP e ANDAPP, com alvos distribuídos por várias regiões do país.

Ao todo, 12 investigados aparecem listados pela reportagem da TV Globo, incluindo nomes que atuam na gestão das entidades ou na estrutura financeira. Entre eles, Gutemberg Tito de Souza, Zacarias Canuto Sobrinho e Cleiton dos Santos Medeiros. Também aparecem Daniel Gerber e Alexandre Caetano.

Outros citados atuam como operadores ou intermediários ligados ao funcionamento financeiro do grupo. Estão na lista ainda Carlos Henrique da Rocha Gonçalves, Felipe Macedo Gomes, Igor Dias Delecrode e Anderson Cordeiro de Vasconcelos. Rogério Soares de Souza tem trajetória ligada à INSS.

Além disso, Everaldo Felício de Macedo Junior, ex-gerente executivo do INSS em Garanhuns, figura entre os alvos. Parte dos investigados já responde a medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. A investigação mira crimes contra a administração pública.

Por fim, as apurações apontam a atuação de agentes públicos e privados na prática de estelionato previdenciário, constituição de organização criminosa e ocultação de patrimônio. Os desdobramentos devem prosseguir com novas diligências e oitiva de testemunhas.

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