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Fachin alerta sobre polarização e crises permanentes nas democracias

Fachin afirma que crises viraram paisagem permanente das democracias; CNJ e Defensoria Pública firmam acordo para pensão a órfãos de feminicídio

Ministro do STF Edson Fachin — Foto: Rosinei Coutinho/STF
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  • O presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou que crises deixaram de ser exceção e passaram a paisagem permanente nas democracias.
  • A declaração foi feita durante evento no salão nobre do STF, em celebração ao Dia Nacional da Defensoria Pública.
  • CNJ e Defensoria Pública da União assinaram acordo para identificar crianças e adolescentes órfãos de feminicídio e assegurar acesso imediato à pensão especial.
  • Fachin apontou instabilidade, polarização e dificuldade de construir consensos como traços da atual conjuntura, destacando ainda o impacto da velocidade da informação e da economia da atenção.
  • Ele ressaltou que a preservação institucional depende do compromisso das pessoas com a cultura da liberdade e reforçou o papel da Defensoria no acesso à Justiça para populações vulneráveis.

Nesta terça-feira (19), o ministro Edson Fachin, presidente do STF, alertou sobre a polarização e a crise constante nas democracias, chamando-a de uma “paisagem permanente” da vida pública. O comentário ocorreu durante evento no salão nobre do STF, em comemoração ao Dia Nacional da Defensoria Pública.

Fachin disse que o contexto global atual é marcado por instabilidade, dificuldade de construir consensos e pelo que chamou de gramática cotidiana do Estado de Direito: o conflito. Ele destacou ainda a rapidez da circulação de informações e a “economia da atenção” como fatores que afetam a estabilidade institucional.

O ministro afirmou que o Judiciário e as instituições enfrentam o desafio de pensar o futuro do sistema de justiça, perguntando que modelo iremos legar nos próximos 75 anos. A preservação institucional foi apresentada como um caminho para a democracia, desde que acompanhada pela cultura da liberdade.

Durante a cerimônia, Fachin reforçou o papel da Defensoria Pública no acesso à Justiça para populações vulneráveis. Ele ressaltou o cumprimento da Constituição de 1988 de não deixar desassistidos os que não conseguem acessar o sistema judicial, afirmando: a Defensoria deve ser robusta, interiorizada e valorizada.

A cerimônia também registrou um acordo entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Defensoria Pública da União (DPU). O objetivo é identificar mais rapidamente crianças e adolescentes órfãos de feminicídio e garantir acesso imediato à pensão especial.

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