- A Justiça de Ashkelon prorrogou a prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila até o próximo domingo.
- Ávila estava a bordo de um navio da Global Sumud Flotilla, que levava alimentos para Gaza, interceptado perto de Creta em quarenta e trinta de abril.
- O palestino-espanhol Saif Abukeshek também foi detido; os demais ativistas foram levados à Grécia.
- Advogadas da Adalah afirmam que não há acusação formal e que as provas são sigilosas, sem acesso aos operadores jurídicos; legalidade do caso é contestada.
- A defesa sustenta que ativistas não são cidadãos israelenses e questiona aplicação da lei; ISA e Mossad teriam realizado interrogatórios, conforme a flotilla.
O Tribunal de Magistrados de Ashkelon, em Israel, prorrogou até o próximo domingo a prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila. A decisão é do juiz Yaniv Ben-Haroush. Ávila foi capturado durante uma missão humanitária.
Ele estava a bordo da Global Sumud Flotilla, que levava alimentos para Gaza. A embarcação foi interceptada por forças israelenses em águas internacionais, próximo a Creta, no dia 30 de abril. Ávila foi levado a Israel junto com Saif Abukeshek; outros ativistas seguiram para a Grécia.
Segundo a defesa, não houve acusação formal ou indícios apresentados contra os dois. Advogadas da organização Adalah afirmam que as provas são sigilosas e não acessíveis aos ativistas. A equipe de defesa alega ilegalidade na aplicação da lei, por não serem israelenses.
A Global Sumud aponta que o Ministério Público apresentou lista de supostos crimes, entre eles auxílio ao inimigo e participação em organização terrorista. As autoridades teriam recusado fornecer informações adicionais solicitadas pela defesa.
A defesa sustenta que o interrogatório envolve a agência de inteligência ISA e o Mossad. Ații não houve confirmação de crimes formais. O PCATI comenta que há uso de prerrogativas militares para justificar a detenção.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou que Ávila seria interrogado por suspeitas de atividades ilegais, assim como Saif Abukeshek, por suposta ligação com organização terrorista. Israel nega violações de direitos dos ativistas.
Entre na conversa da comunidade