- Andrew Tate e Tristan buscaram, por escrito, garantias de que não seriam presos caso voltassem ao Reino Unido para depor em processo civil no qual são acusados de estupro; o CPS disse não haver garantias para a retirada de mandados.
- O processo civil envolve quatro mulheres que os acusam de estupro, coerção e agressão; o caso tramita na alta corte, e as defesas já apresentaram pedidos para adiamentos com base no caso criminal.
- O CPS já imputou ao Tate dez acusações criminais separadas e o irmão enfrenta onze acusações; ambos negam as acusações.
- Há registro de extenso material recolhido pela polícia, incluindo milhões de mensagens, fotos e arquivos de vídeo e áudio; as partes também indicaram a possibilidade de testemunho remoto a partir dos Estados Unidos.
- A decisão de hoje envolve ainda a possibilidade de o processo civil ser interrompido para não prejudicar o caso criminal; há previsão de nova direção da corte e de adiamento do julgamento inicial, com reorganização e possivelmente audiência maior antes do fim do ano.
Andrew Tate buscou garantias por escrito de prosecutors de que não seria preso ao retornar ao Reino Unido para um caso cível em que é acusado de rape, conforme revela um tribunal. A informação foi apresentada durante uma audiência preliminar.
No processo cível, quatro mulheres afirmam que os irmãos Tate violaram, sofreram coerção e sofreram agressões. Os advogados de Tate e de seu irmão Tristan sustentaram a necessidade de proteção para que eles testemunhassem, inclusive remotamente a partir dos Estados Unidos.
Contexto dos procedimentos
O Crown Prosecution Service (CPS) negou o pedido de asilo processual. A defesa afirmou que não havia base para que os mandados fossem suspensos para permitir o retorno dos réus ao país. Testemunha do caso informou que o CPS não ofereceu garantias de não prisão.
Situação legal atual
O advogado das demandantes declarou que é improvável, dadas as declarações públicas dos Tate, que eles voltem voluntariamente ao Reino Unido. A defesa argumenta pela possibilidade de conduzir as testemunhas remotamente. A audiência também detalhou a enorme quantidade de dados reunidos na investigação.
O CPS já acusou os Tate em outro processo com 21 acusações criminais, envolvendo rape, agressão corporal e tráfico humano, entre outras.
Avanços e deliberações
O tribunal informou que haverá uma decisão de uma juíza sobre a admissibilidade de provas e pedir adiamento do julgamento civil de junho. Foi mencionada uma reorganização prevista para julho e, possivelmente, uma audiência mais substancial antes do fim do ano.
Paralelamente, uma reavaliação de acusações criminais, incluindo rape ocorrida em 2015, pode interessar a novas testemunhas, segundo o representante legal da defesa. O caso criminal não depende apenas das evidências já reunidas.
Debates processuais
Os Tate também enfrentam um processo internacional: em território romeno, eles respondem por tráfico humano, rape e formação de grupo criminoso. A extradição para o Reino Unido permanece suspensa até a conclusão dessas ações criminais.
O tribunal de alto grau voltou a verificar a possibilidade de as partes apresentarem evidências ampliadas, com o objetivo de esclarecer os fatos. A próxima audiência definitiva sobre a decisão de acusação está agendada para 23 de junho.
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