- O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pediu ao ministro Alexandre de Moraes para visitar Filipe Martins na Casa de Custódia de Ponta Grossa, no Paraná; a solicitação foi protocolada nesta quinta-feira (26) e não há data definida.
- A defesa anexou o pedido à ação penal que responde pela prisão preventiva de Martins, dizendo da necessidade de diálogo direto e reservado; eles afirmam que o pedido partiu de Zema e que os dois se conhecem há anos.
- Filipe Martins foi condenado a vinte e um anos e seis meses de prisão no núcleo dois de ações sobre tentativa de golpe de Estado; ele voltou à custódia após a Polícia Federal acusá-lo de acessar o LinkedIn, desobedecendo medida cautelar.
- A prisão temporária onde Martins estava abriga mais do que a capacidade, com uma cela individual para ele; diante de possíveis distúrbios, houve transferência para o Complexo Médico do Paraná, decisão que Moraes pediu explicações e chegou a reverter.
- Mesmo com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil e com instalação de câmeras, a defesa afirma haver riscos e solicita que Moraes reconsidere a decisão de manter Martins na prisão preventiva; Zema renunciou recentemente para concorrer à Presidência e o vice, Mateus Simões, assumiu o cargo.
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pediu para visitar o ex-assessor Filipe Martins na Casa de Custódia de Ponta Grossa, no Paraná. A defesa protocolou o pedido ao ministro do STF Alexandre de Moraes nesta quinta-feira (26). Não há data definida para o encontro.
Na petição apresentada à ação penal que sustenta a prisão preventiva de Martins, a defesa argumenta a necessidade de diálogo direto e reservado. Em conversa com a Gazeta do Povo, disseram que o pedido partiu de Zema e que ambos se conhecem há bastante tempo. Não há pauta prevista.
Zema renunciou recentemente para concorrer à Presidência; o vice, Mateus Simões (PSD), assumiu o cargo. O partido de Kassab passou a controlar sete das 27 unidades da federação.
Risco e transferência de Filipe Martins
Martins está em custódia temporária. O local tem capacidade para 355 presos, mas abriga cerca de 860. A cela individual chamou atenção entre os detentos, que chegaram a ameaçar uma rebelião prevista pela unidade.
A situação motivou uma transferência urgente para o Complexo Médico do Paraná. Moraes reclamou por não ter sido consultado e pediu explicações, mas determinou a reversão antes da resposta do presídio.
Apesar da atuação da OAB e de reforços de segurança, incluindo câmeras, a defesa continua relatando riscos e pede que Moraes reconsidere a decisão.
O ex-assessor Filipe Martins foi condenado a 21 anos e meio de prisão no âmbito do núcleo 2 das ações sobre tentativa de golpe de Estado. Integrava a chamada minuta do golpe, documento que embasaria um estado de exceção.
Martins voltou à prisão preventiva após a PF acusá-lo de acessar o LinkedIn, desobedecendo medida cautelar que proibia redes sociais. A defesa apresentou histórico de acessos em cartório, mas Moraes manteve a prisão.
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