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Justiça cobra Corinthians e aponta possível intervenção judicial

Justiça de São Paulo aponta inconsistências de cerca de R$ 149 milhões nas receitas de fevereiro de 2026 do Corinthians e pode nomear interventor por falta de esclarecimentos

Parque São Jorge, sede social do Corinthians
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  • Justiça de São Paulo aponta inconsistências nas receitas declaradas pelo Corinthians em fevereiro de 2026, estimando cerca de R$ 149 milhões de diferença e afirmando que o clube declarou R$ 150 milhões a menos.
  • O juiz Guilherme Cavalcanti Lamêgo alerta que a resistência do clube em esclarecer os números pode levar à nomeação de observador judicial ou interventor judicial.
  • O regime de centralização de execuções (RCE), homologado em janeiro, permite concentrar dívidas cíveis e trabalhistas em um único processo para maior previsibilidade financeira.
  • Um grupo de associados protocolou, em 24 de abril, pedido de intervenção judicial no Corinthians, apoiado por torcedores.
  • Em dezembro de 2025, o Ministério Público de São Paulo abriu inquérito civil para avaliar a possibilidade de intervenção, atendendo a pedido do promotor Cassio Conserino.

Na noite de quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, a Justiça de São Paulo tomou ciência de inconsistências apontadas na declaração de receitas do Corinthians referente a fevereiro. A decisão sustenta que há divergências a esclarecer pelo clube.

O juiz Guilherme Cavalcanti Lamêgo alertou sobre a possibilidade de nomeação de um interventor judicial caso a transparência não seja atendida. A resistência na entrega de documentos é vista como obstáculo ao andamento do processo.

A Justiça aponta que o clube teria declarado cerca de 150 milhões de reais a menos de receita nesse mês, em documentos do Regime de Centralização de Execuções (RCE). O RCE, homologado em janeiro, permite concentrar dívidas em um único processo para conferir maior previsibilidade financeira.

O Corinthians é citado em meio a um contexto de cobranças e procedimentos judiciais. Um grupo de associados protocolou, em 24 de fevereiro, pedido de intervenção judicial, apoiado por torcedores contrários à gestão atual.

Desde dezembro de 2025, o Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito civil para avaliar a eventual intervenção no clube. O inquérito partiu do promotor Cassio Conserino, ligado a investigações do uso de cartão corporativo por ex-presidentes.

O que diz a decisão

O executado deve se manifestar sobre as inconsistências apontadas na declaração de receitas de fevereiro de 2026. A sentença também avisa que a resistência na entrega de documentos pode levar à nomeação de observador judicial ou interventor judicial, para assegurar a lisura do processo.

A análise de documentos e comprovantes permanece em curso, com o objetivo de esclarecer os valores declarados e o funcionamento do RCE no contexto financeiro do clube. A decisão reforça a necessidade de cooperação para manter a estabilidade jurídica do caso.

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