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Moraes amplia prazo para envio de imagens da operação no Complexo do Alemão

Alexandre de Moraes amplia prazo do Rio para enviar imagens da megaoperação no Complexo do Alemão, até 20 dias, e cobra atualização do CNMP em cinco dias

Foto: Rosinei Coutinho/STF
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  • O ministro Alexandre de Moraes aumentou o prazo para o Rio de Janeiro enviar imagens da megaoperação ocorrida em outubro no Complexo do Alemão, determinando o envio de todas as câmeras em até vinte dias.
  • Moraes também pediu ao Conselho Nacional do Ministério Público que preste informações atualizadas em cinco dias sobre o estágio da análise do Plano Estratégico de Reocupação Territorial.
  • Moraes determinou que o Ministério Público do Rio de Janeiro envie, em cinco dias, o relatório explicando a participação do MPERJ em todas as fases da operação.
  • A operação Contenção, deflagrada pelo governo do estado com objetivo de retomar o controle de áreas dominadas por facções criminosas e milícias, resultou na apreensão de drogas, armas e fuzis.
  • Ao todo foram registradas 121 mortes durante a ação, e o MP apontou ao STF que ao menos duas delas foram atípicas.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, acolheu o pedido do governo do Rio de Janeiro para ampliar o prazo de envio das imagens da megaoperação ocorrida em outubro no Complexo do Alemão. O Estado terá até 20 dias para encaminhar todas as câmeras capturadas durante a Operação Contenção.

A decisão também determina que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) preste informações atualizadas em cinco dias sobre o estágio da análise do Plano Estratégico de Reocupação Territorial. Moraes ainda requisitou ao Ministério Público do Rio de Janeiro que envie, em cinco dias, um relatório detalhando a participação do MP em todas as fases da operação.

A Operação Contenção, deflagrada pelo governo estadual, teve como objetivo enquadrar lideranças do Comando Vermelho e milícias. Foram apreendidas drogas, armas e fuzis. Ao todo, 121 pessoas morreram durante as diligências, conforme informações oficiais divulgadas à época.

Participação do Ministério Público

O Ministério Público do Estado enviou, um mês após a operação, relatório parcial ao STF. O documento apontou, entre as mortes, ao menos duas ocorrências consideradas atípicas, o que motivou novas análises pelas autoridades. As atualizações solicitadas visam esclarecer o andamento dos trabalhos e o envolvimento institucional.

As medidas visam mapear o estágio atual dos trabalhos de retomada de controle de áreas dominadas por facções criminosas. O objetivo é assegurar transparência nos procedimentos e na disponibilização das imagens e dos documentos solicitados.

Fonte: STF, governo do Rio de Janeiro e Ministério Público do Rio de Janeiro.

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