- A governadora do Federal Reserve, Lisa Cook, enfrentou mais de $1.3m em honorários legais e de segurança após ataques da administração Trump.
- O processo envolve a legalidade da demissão de Cook do comitê de mercado aberto (FOMC) pelo governo de Donald Trump.
- Dois organizações sem fins lucrativos — State Democracy Defenders Fund e Contina Impact — reembolsaram Cook por mais de $1m em serviços legais e de segurança.
- Cook foi nomeada em 2022 pelo presidente Joe Biden, tornando-se a primeira mulher negra a integrar o FOMC, com mandato até 2038.
- O caso está no Supremo Tribunal dos EUA, cuja decisão, esperada até o fim de junho, definirá a independência do Fed em relação à Casa Branca.
Federal Reserve governor Lisa Cook enfrentou mais de US$ 1,3 milhão em honorários legais e de segurança, segundo divulgações éticas apresentadas nesta semana. A cobrança envolve ações do governo de Trump contra sua permanência no conselho.
Cook, nomeada por Joe Biden em 2022, tornou-se a primeira mulher negra a integrar o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC). Seu mandato vai até 2038, quando a instituição celebra a sua independência frente ao governo.
A administração Trump atacou Cook no ano passado, em meio a pressões para reduzir juros. O ex-presidente pediu a demissão da governadora, alvo de acusações sobre práticas de crédito.
Bill Pulte, diretor da Federal Housing Finance Agency, puxou as acusações públicas contra Cook. Em redes sociais, ele a acusou de fraude hipotecária, afirmando que a residência principal foi declarada de forma incorreta.
Cook negou as acusações, afirmando que houve seleção de informações para retirar sua posição por motivações políticas. O caso já teve retorno temporário da posição por um tribunal federal.
O foco do processo está na legalidade da demissão de Cook pelo presidente, e não apenas nos créditos ou contratos. A Suprema Corte analisa, em última instância, a independência do Fed em relação à Casa Branca.
Caso histórico. A decisão pode definir limites de acionamento presidencial sobre o Fed, criado em 1913 com autonomia e mandato longo para seus membros. O veredito é aguardado até o fim de junho.
Economistas destacam que manter a independência do banco central é essencial para a estabilidade econômica. Trump criticou o Fed por não reduzir juros, elevando o tom público sobre o tema.
A composição atual do FOMC varia, com a expectativa de uma possível alta de juros até o fim do ano para conter a inflação. O grupo ainda discute o rumo da política monetária diante de fatores externos.
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