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Fachin quer levar código de ética ao STF assim que texto de Cármen Lúcia chegar

Fachin avisa que código de ética do STF será levado ao plenário assim que Cármen Lúcia enviar o texto, em meio à crise de credibilidade e penduricalhos

Presidente do STF também quer acelerar definição de regras sobre salários no Judiciário. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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  • Fachin afirmou que submeterá o código de ética ao plenário assim que receber o texto da ministra Cármen Lúcia, prevista para antes do fim do ano.
  • Cármen Lúcia é relatora e está preparando o projeto; assim que chegar, o STF iniciará a discussão no colegiado e a adoção do código.
  • O objetivo é definir regras de transição para coibir pagamentos abusivos a membros do Judiciário, já com medidas de padronização e transparência nos contracheques aprovadas pelo CNJ.
  • Em meio a crise de credibilidade, houve suspensão nacional de penduricalhos; ficou acordado que adicionais podem ser pagos, mas não podem ultrapassar 35% do teto, equivalentes a R$ 16.228,16.
  • Existe resistência entre ministros ao código de ética, com parte defendendo que a Lei Orgânica da Magistratura (Loman) já regula conduta; Cármen Lúcia argumenta que um texto específico pode ser um gesto de boa vontade.

O presidente do STF, Edson Fachin, informou que pretende submeter o código de ética da Corte ao plenário assim que receber o texto da ministra Cármen Lúcia. Ele destacou que a entrega deve ocorrer ainda neste ano e pediu celeridade no encaminhamento. Fachin falou durante o evento “A Justiça do Amanhã” no Rio de Janeiro.

A ministra Cármen Lúcia assumiu a relatoria do código e trabalha na elaboração do projeto. Segundo Fachin, assim que houver o envio do texto, a próxima etapa será a discussão no colegiado, seguida da adoção do código, tarefa que espera que não demore.

Fachin também mencionou a necessidade de definir regras de transição para coibir pagamentos abusivos a membros do Poder Judiciário. Ele mencionou avanços no CNJ, com resoluções para padronizar e tornar mais transparentes os contracheques.

Contexto e resistência

A reforma enfrenta resistência entre parte dos ministros, que argumentam que a conduta já é regida pela Lei Orgânica da Magistratura (Loman). Cármen Lúcia defende que ter um texto específico para o STF pode sinalizar boa vontade à população.

Dias Toffoli e Alexandre de Moraes são citados em denúncias envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, o que intensifica debates sobre credibilidade. Em resposta, o Judiciário tem adotado medidas para aumentar transparência e controle sobre benefícios.

Associações de juízes e procuradores têm buscado negociações com autoridades, resultando em um acordo provisório. Enquanto o Congresso não regulamenta, é permitido o pagamento de penduricalhos, desde que não ultrapasse 35% do teto constitucional, hoje em torno de R$ 16.228,16.

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