- Uma magistrada de Queensland ordenou a supressão do nome de um homem com “alto perfil público” durante um caso de extorsão em Cairns.
- O homem, referido como MM, não é parte do processo, que voltou à vara de Cairns na segunda-feira.
- A supressão visa proteger MM a pedido do comissário de polícia de Queensland, Brett Pointing.
- Advogado dos meios de comunicação contestou a extensão da ordem, argumentando que apenas o nome de MM precisava ser protegido, não o da vítima.
- A magistrada estabeleceu que identificar MM serviria para desencorajar novas denúncias de extorsão; o caso retorna ao tribunal em 28 de julho.
Um magistrado de Queensland mandou suprimir a identidade de um homem com “alto perfil público” durante um caso de extorsão que tramita em Cairns. O homem, denominado no tribunal como MM, não é parte do processo, que voltou à vara de Cairns nesta segunda-feira.
A supressão foi requerida pelo sargento-chefe Maynard Marcum em representação do comissário de polícia de Queensland, Brett Pointing. A magistrada Gelma Meoli determinou o fechamento da sala, permitindo apenas a presença de veículos de mídia credenciados.
Advogado dos veículos de imprensa, Andrew O’Brien, contestou a extensão da supressão além da suposta vítima e do suposto agressor. Ele argumentou que a identificação de MM não revelaria a identidade da mulher, e questionou a competência do tribunal para proteger terceiros não parte.
O’Brien explicou que, em extorsão, diferente de casos de chantagem, alguém revela o segredo de outra pessoa sem que as duas partes estejam juntas no processo. O caso envolve suposta obtenção de informações por meio de capturas de mensagens no computador da mulher e uma ameaça adicional relacionada a uma amiga.
A defesa apontou que a aplicação de uma ordem de supressão que proteja apenas MM indica viés e sugeriu que a polícia poderia ter protegido outras informações. O policial‑oficial Marcum defendia que a decisão final caberia ao andamento do inquérito.
Meoli afirmou que manter a identidade de MM em sigilo pode atingir o objetivo do processo e desencorajar futuras denúncias. Ela ressaltou que a aplicação da lei não depende do perfil público da pessoa, mas da proteção prevista pela norma.
O caso retorna ao tribunal de Cairns no dia 28 de julho.
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