- O ministro Kassio Nunes Marques tomará posse da presidência do Tribunal Superior Eleitoral nesta terça-feira 12.
- Como tradição, ele convidou todos os ex-presidentes vivos para a cerimônia, entre eles Jair Bolsonaro (PL).
- O convite depende de aval de Alexandre de Moraes, relator da ação penal contra Bolsonaro no STF, e deverá partir da defesa para liberação.
- Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária por liderar uma tentativa de golpe de Estado.
- André Mendonça assume como vice de Nunes Marques no TSE, e os dois vão conduzir o tribunal nas eleições deste ano.
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, assume a presidência do Tribunal Superior Eleitoral nesta terça-feira. Como manda a tradição, ele convidou todos os ex-presidentes vivos para a cerimônia, entre eles Jair Bolsonaro, ex-presidente hoje filiado ao PL.
Nunes Marques foi indicado ao STF por Bolsonaro em 2020, ano em que também tomou posse no tribunal. Nas redes, Eduardo Bolsonaro, deputado federal, comentou a atitude do colega como institucional.
O envio dos convites depende, ainda, de aval de Alexandre de Moraes, relator da ação penal contra Bolsonaro no STF. A defesa deverá pedir a liberação para a participação do ex-chefe do Executivo.
Na prática, a cerimônia marcará a passagem de bastão no TSE. André Mendonça atuará como vice de Nunes Marques, compondo a dupla que liderará o tribunal durante as Eleições de 2024.
Contexto institucional
O aceno aos ex-presidentes vivos reforça a tradição de participação de autoridades relevantes em cerimônias do TSE, ainda que haja requisitos legais a cumprir para a liberação de Bolsonaro.
Desdobramentos políticos
A iniciativa ocorre em meio a debates sobre a atuação do TSE e a atuação de ex-ocupantes de cargos públicos em eventos institucionais, sem indicar, neste texto, prognósticos sobre desdobramentos eleitorais.
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