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STF deve validar Lei da Dosimetria mesmo após suspensão

STF deve validar a Lei da Dosimetria no plenário, mesmo com Moraes suspendendo a aplicação, após manifestações da PGR e do Palácio do Planalto

STF deve validar Lei da Dosimetria mesmo após suspensão por Moraes
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  • Moraes suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria para os crimes de 8 de janeiro até o julgamento do tema pelo plenário do STF.
  • Ministros do STF devem validar a dosimetria, mesmo com a suspensão, após manifestações da Procuradoria-Geral da República e da Advocacia-Geral da União.
  • O ministro Moraes é o relator das ações no STF que contestam a norma e pretende pautar o tema no plenário.
  • A discussão envolve o papel do Congresso na definição da dosimetria, com o STF atuando apenas na aplicação, sob o princípio da separação dos poderes.
  • PSOL e a Associação Brasileira de Imprensa acionaram o STF, acusando a dosimetria de promover banalização de crimes contra o Estado Democrático de Direito e regimes penais mais brandos.

O STF deve manter a validade da Lei da Dosimetria, mesmo após a suspensão dos seus efeitos determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. A decisão ocorreu enquanto o tema não é julgado pelo plenário da corte.

Moraes, relator das ações que envolvem investigados na trama golpista, suspendeu a aplicação da lei para os crimes de 8 de janeiro de 2023. A medida vale até o julgamento no STF. A Procuradoria-Geral da República e a Advocacia-Geral da União foram solicitadas a se manifestar.

Conclamada pela promulgação da lei pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a dosimetria tem como foco a fixação de penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito. A suspensão mira evitar efeitos precipitadamente diferentes entre casos.

Interlocutores da corte apontam que as penas, embora consideradas duras, foram definidas pelo Congresso Nacional. A dosimetria fixa parâmetros para a aplicação de penas, sob a ótica do poder legislativo, segundo a leitura predominante no STF.

O STF tem posição consolidada de que o Congresso estabelece a dosimetria das penas e o tribunal apenas aplica. Nessa linha, a validação da lei pela corte é vista como respeito ao princípio da separação dos Poderes.

Moraes também notificou que há duas ações questionando a norma, movidas pelo PSOL e pela Associação Brasileira de Imprensa. As partes argumentam que a dosimetria facilita a banalização de crimes contra o Estado.

As ações discutem se a nova regra cria regimes penais mais benéficos para condenados por atentados à ordem democrática do que para crimes de violência comum. O tema será analisado pela pauta do plenário após manifestações oficiais.

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